Greve dos servidores do Judiciário começa na segunda, 24

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Na sessão ocorrida na última quarta, 19, o Tribunal Pleno aprovou uma proposta de reajuste salarial sem negociar com os servidores. De acordo com o ficou aprovado, os servidores efetivos terão um reajuste de 6,5% que, no limite, irá recompor apenas as perdas inflacionárias. Para os Agentes será um acréscimo de apenas R$ 98,00, para os Técnicos de R$ 159,00 e para os Analistas representa um acréscimo de R$ 299,70.

No entanto, o mesmo Tribunal que alega insuficiência de recursos financeiros para valorizar os servidores efetivos reajustou em 6% os valores dos Cargos em Comissão (CC’s). Com essa atitude, a remuneração dos mais altos CC’s – que na proposta dos servidores efetivos deveriam ser reduzidos – terão aumentos R$ 964,30, como é o caso do CCE-1 que já recebe atualmente R$ 16.071,81.

Insatisfeitos com o resultado do Pleno, ao mesmo tempo, indignados por terem sido impedidos de acompanhar a sessão da última quarta e cansados do descaso da gestão em relação à campanha salarial, os servidores irão paralisar as atividades por tempo indeterminado.

O objetivo da greve é obter uma resposta à contra-proposta feita pelo sindicato ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), Cláudio Dinart Déda, sugerida no mesmo dia em que o tribunal rompeu a mesa de negociação e, unilateralmente, aprovou o aumento de apenas 6,5%. Os itens da contra-proposta são:

*congelamento imediato dos valores de todos os cargos em comissão;
*concessão do percentual de 8% no Vencimento Base dos servidores efetivos (pedido anterior era de 10%);
*isonomia definitiva entre os valores do Auxílio Alimentação pago aos servidores efetivos e magistrados;
*e manter o aumento de 9,65% no Auxílio Saúde de todos os servidores e 12% para os acima de 60 anos;

Na segunda, 24, local da concentração dos servidores de todas as comarcas do estado será a já tradicional entrada do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, às 7 horas, na segunda-feira. Lá, a categoria decidirá a agenda de atos públicos.