Lagarto: prefeitura não apresenta proposta e professores continuam greve

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A comissão de negociação do SINTESE saiu mais uma vez indignada e frustrada com a administração do prefeito Lila Fraga. Em audiência ocorrida nesta quarta-feira, 20, o prefeito mais uma vez não compareceu, enviou assessores e novamente não apresentou proposta para reajustar o piso dos professores que desde 2014 não vêm o cumprimento da lei do piso do magistério.

A audiência veio após tentativa da administração de votar às pressas projeto de lei que vincula o reajuste do piso a perda de direitos conquistados com muita luta, mas a pressão dos educadores que ocuparam as galerias da Câmara de Vereadores e o diálogo das lideranças sindicais com os parlamentares fez com que fosse retirado da pauta de votação na última quinta-feira, dia 15.

De acordo com o projeto enviado pela administração, os professores perderiam nos percentuais da progressão vertical: os educadores de Nível II (graduação) receberiam apenas 14% a mais que os de Nível I ao invés dos 40%, já os professores de Nível III (especialização), receberiam apenas 16% a mais ao invés dos 42%, os professores de Nível IV (mestrado) receberiam 22% a mais ao invés de 50% e os professores do Nível V (doutorado) receberiam 30% a mais ao invés de 60%.

Vale ressaltar que a progressão vertical é um direito na carreira do magistério que visa estimular os educadores terem maior formação, com o objetivo de ministrar aulas melhores.

Perdas

Caso seja aprovado pelos vereadores, esse projeto acarretará inúmeras perdas para os educadores. Um professor de Nível II, que está na classe A, com 125 horas terá uma perda salarial por mês de R$ 412,52. O professor na mesma classe e mesmo nível, mas com 200 horas perderá R$ 589,31. O professor que está no final de Carreira, na Classe J, com 125 horas, terá uma perda de R$ 708,81. Aquele que está na mesma classe e mesmo nível, mas com 200 horas perderá mensalmente R$ 1.012,00. Essa perda salarial ocorrerá em todas as classes dos outros níveis da Carreira.

Falta de condições de trabalho

Além de não terem o reajuste do piso conforme a lei federal 11.738/2008 os educadores da rede municipal de Lagarto também têm que se submeter a péssimas condições de trabalho, estrutura física das escolas que deixa a desejar a exemplo da Escola Municipal Monsenhor Daltro, na Colônia Treze, além de alimentação e transporte escolar precários.