Professores de nove municípios paralisam atividades na luta por direitos

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manchete greve MUNICIPIOS 2015

Além dos professores da rede estadual (que estão paralisados manchete greve MUNICIPIOS 2015desde o dia 18), educadores de nove municípios também estão na luta pelo cumprimento da lei do piso e por condições de trabalho.

Esta semana os municípios de Santana do São Francisco (20), São Domingos (20 e 21), Graccho Cardoso e Aquidabã (21 e 22), Japoatã (22) paralisaram as atividades. O magistério de Arauá paralisa por um dia na próxima segunda, 25 e em três municípios Canhoba (13), Lagarto (18) e Neópolis (20) os educadores estão em greve por tempo indeterminado.

A situação nestes municípios é bem semelhante: administrações que negam o cumprimento da lei do piso, dívidas trabalhistas e condições precárias de trabalho aos educadores.

Santana do São Francisco

Até o fechamento desta matéria, os educadores não tinham recebido o salário referente ao mês de abril, o que se caracteriza retenção dolosa. Os professores tinham a esperança de receber os salários com o reajuste do piso em 2015, pois a lei que garante o direito foi aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo então prefeito em exercício, mas eis que informações repassadas aos educadores dão conta que o reajuste não foi efetivado.

Outros problemas enfrentados: Falta alimentação escolar, pois até o momento a licitação para a compra não foi concluída; Não pagamento dos passivos trabalhistas relativos aos salários atrasados em 2012; Péssimas condições estruturais das escolas e creche; Falta de transparência na aplicação dos recursos da educação. 

Como até o momento não houve nenhum posicionamento da administração da prefeita Maria das Graças, os educadores deliberaram nova paralisação nos dias 28 e 29.

Lagarto

O magistério lagartense está há dois anos sem reajuste e esperavam uma alternativa para o pagamento, mas ao invés de negociar com a categoria, o prefeito Lila Fraga envia projeto a Câmara de Vereadores que reduz drasticamente direitos dos professores.

Neópolis

Em greve desde a última quarta-feira, 20, a categoria busca negociação com o prefeito Amintas Diniz para que ele pague os passivos trabalhistas como: salário de dezembro de 2012, retroativo dos reajustes do piso referente aos meses de janeiro a abril de 2014, terço de férias 2014, terço de férias de 2015 e o reajuste do piso deste ano e apresente alternativas para recuperar a estrutura física das escolas.

Graccho Cardoso

A falta de transparência e irregularidades no uso dos recursos da Educação, negação do reajuste do piso em 2015, corte de direitos e a precária estrutura física das escolas também são problemas enfrentados pelos educadores.

Canhoba

As escolas municipais de Canhoba estão sucateadas. São necessárias reformas urgentes, que garantam acesso e permanência dos estudantes nas unidades de ensino. Os professores sofrem também com a falta de material didático e pedagógico, o que tem fragilizado o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, a alimentação escolar não é servida nas escolas municipais desde o início do ano letivo de 2015.

A prefeitura, administrada por Elinalda Pereira Santos do Bomfim, deve ainda aos educadores de Canhoba o salário de dezembro do ano de 2012. A gestão municipal se recusa a sentar-se com a comissão de negociação do SINTESE para tentar encontrar soluções para os problemas enfrentados pela educação do município.