Educadores e servidores públicos da rede estadual fazem ato na luta por valorização

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Professores, psicólogos, assistentes sociais, entre outros servidores públicos do Estado de Sergipe realizam ato unificado na manhã desta terça-feira, 14, em frente ao Palácio de Despachos. Na pauta: abertura de negociação para reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

“Os educadores estão na luta pela abertura do processo de negociação para viabilizar o reajuste do piso, mas também por uma pauta ampla que envolve combate a violência, gestão democrática, estrutura física das escolas, entre outros”, aponta a presidenta do SINTESE, Ângela Maria de Melo

“A luta dos servidores públicos sejam eles professores ou de outras áreas é por valorização, por revisão salarial e melhores condições de trabalho”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Rubens Marques.

A última revisão salarial que os servidores públicos da administração geral tiveram foi no ano de 2012. Sem uma política de valorização salarial, os servidores já perderam quase um terço do seu poder de compra. Os servidores que entraram no último concurso (2007) recebem hoje menos de um salário mínimo.

Há um plano de carreira que não foi efetivado com a justificativa de impedimentos da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas o governo convenientemente esquece-se do artigo 22 da mesma lei que garante revisões anuais e reajustes para aqueles servidores que têm decisões judiciais, como é o caso da lei do piso do magistério. A lei 11.738/2008 que regulamenta o piso foi julgada como constitucional pelo Supremo Tribunal Federal. “O governo não cumpre a revisão geral dos servidores e a do piso dos professores porque não quer”, frisou Joel Almeida, diretor de Comunicação do SINTESE.

A CUT/SE tem feito duras críticas ao governador Jackson Barreto que no sentido de fazer um discurso de austeridade, de corte de gastos, de falta de recursos, mas fazer valer a sua reforma administrativa o que se tem visto é a nomeação desenfreada de cargos em comissão com altos salários. “O governo precisar parar de manipular os dados dos relatórios orçamentários para argumentar a falta de recursos e sim, ter uma política séria de valorização dos servidores públicos”, ressalta o vice-presidente da CUT/SE Roberto Silva dos Santos.

Ato em frente a SEED

Os professores contaram com a solidariedade dos sindicatos (Sindasse, Sindijus, Sintradispen, Sinditic, Sinpsi, entre outros) e também dos estudantes em ato contínuo realizado em frente a Secretaria de Estado da Educação. A deputada Ana Lúcia e o vereador Iran Barbosa também acompanharam o ato. “Depois do Palácio de Despachos viemos para a SEED, pois é aqui que a política pública é gestada. Estamos na busca de negociação, não somente da nossa pauta, que é ampla, mas também sobre o desconto dos sete dias parados”, disse a presidenta do SINTESE.

“Nós viemos aqui prestar nossa solidariedade aos professores e também exigir uma escola melhor, com merenda escolar de qualidade, onde o barulho do ventilador não impeça de ouvirmos o professor dando aula”, disse Davi dos Santos, aluno do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Ministro Marco Maciel.

Em busca de uma audiência com o secretário Jorge Carvalho, professores, estudantes e servidores públicos ocuparam parte do prédio da SEED, mas, mais uma vez, não foram recebidos.

O SINTESE realiza assembleia na próxima quinta-feira, 16, às 15h no Instituto Histórico e Geográfico.