Propriá: culto ecumênico marca mais um dia de luta dos educadores

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Com o tema “Por uma educação de qualidade social e pela valorização profissional” os professores da rede municipal de Propriá realizaram na noite da última quarta-feira, 16, culto ecumênico no conjunto Maria do Carmo.

A celebração foi um momento de aproximação, de diálogo entre os diversos credos de fortalecimento da fé e reafirmação do compromisso dos educadores e educadoras com o construção de um mundo melhor onde prevaleçam os valores da paz, da igualdade, da justiça, da solidariedade.

Ministraram a celebração do Pastor Adilson (Igreja Evangélica em Japoatã), Evangelista Rivanira (Igreja Unida de Propriá), Padre Isaías (Cáritas e paróquia de São Miguel, Diocese de Propriá), Coletivo das religiões afro-brasileiras de Sergipe (representado na Ia Tatiana, Ogan Junior e Pai Ivo de Propriá).

“Como é do conhecimento de todos os presentes nós professores e professoras temos nesta luta por uma educação melhor no nosso município e pela nossa valorização profissional, enfrentado grandes desafios e necessidades materiais, e diante dos obstáculos que se apresentam na nossa estrada, sabemos, temos convicção, de que nada podemos, nada somos sem o amparo de Deus. E é sob a proteção Dele que colocamos todos os estudantes, seus pais e familiares, todos os profissionais da educação (vigilantes, merendeiras, auxiliares de serviços básicos, secretários, diretores, coordenadores escolares …), todas as autoridades da nossa cidade que fazem parte dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Que cada um possa, dentro daquilo que é dever humano, profissional e imperativo legal trabalhar pela construção de uma educação de qualidade social para Propriá e para o Brasil”, disse professora Enecila Feitosa na acolhida do momento ecumênico.

A professora Gil Aquino, representando todos os professores fez a oração inicial pedindo a intercessão de Deus para a educação e os educadores, e foi seguida pela companheira professora Elizabeth que cantou “Lutas e provações”, emocionando a todos os presentes.

Ministraram a palavra, representando as igrejas evangélicas o pastor Adilson (Japoatã) e a evangelista Rivanira que através de versículos bíblicos encorajaram os professores a lutar e em oração e fé acreditarem na vitória que está a caminho: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim” (Jo, 14-1).

Padre Isaías fez uma reflexão sobre o ato de educar na diversidade e em respeito à Natureza, convidando a todos para fazer a Oração pela nossa Terra (Papa Francisco).

IA Tatiana e Ogan Júnior, representantes das religiões afro brasileiras fizeram toques e Os Orikis, orações que exaltam os poderes e feitos dos orixás; esses Orikis são formas de Rezas dos fiéis às divindade criadas por Deus (Olorún).

Ao termo dos Orikis o professor Paulo Lira Fernandes refletiu sobre o imperativo da educação para a diversidade confirmando a importância daquele encontro inter-religioso nesse processo: “Educação é um direito fundamental e os professores, como parte importantíssima do processo precisam mediar e estimular o debate para que esta educação seja garantida a todos e a todas estudantes, sem qualquer distinção, promovendo a cidadania, a igualdade de direitos e o respeito às diversidades”, disse o professor que também é membro da direção executiva do SINTESE.

O momento ecumênico encerrou com a reflexão da professora Izabel Santos sobre a luta dos professores agradecendo a solidariedade e a participação de todas as religiões ali representadas.