Greve geral dos Servidores: Trabalhadores questionam discurso de crise em frente à SEFAZ

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Junto a várias categorias de servidores do estado, professores reivindicam valorização

No primeiro dia de greve, terça-feira, 22, os professores da rede estadual se juntaram a outros servidoresJunto a várias categorias de servidores do estado, professores reivindicam valorização do estado e realizaram um grande ato unificado em frente à Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ). Trabalhadores de diversas categorias fizeram falas questionando o discurso de crise reverberado pelo governo do estado e exigindo valorização.

“Neste primeiro dia de greve estamos aqui em um local estratégico. Aqui onde o senhor, Jeferson Passo, tá dizendo que o trabalhador não tem direito nem de receber em dia porque [o estado] vive uma crise, mas ele [Jeferson Passo] não coloca os números, não apresenta os números. Os dados que nós temos são completamente o contrário. Nossos dados mostram que tem recursos, que é possível garantir o direito dos trabalhadores e das trabalhadoras ao seu reajuste; a garantia de seu plano de cargos e salários, que foi negociado com os trabalhadores no ano passado; de ter a garantia de seus subsídios; e os professores e professora o reajuste do piso, que deveria estar sendo pago desde o dia 30 de janeiro”, lembrou a vice-presidente do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

A professora Ivonete Cruz, colocou ainda em sua fala durante o ato a triste situação vivenciada pelosA vice-presidente do SINTESE, professora Ivonete Cruz, lembra que até o momento o governador não sentou para negociar o reajuste do piso e nem garantir a devolução do corte dos nossos salários professores da rede estadual após a greve da categoria, que ocorreu entre os dias 18 de maio e 18 de junho deste ano.  “Os professores do estado de Sergipe depois de 30 dias de greve, tiveram do governo do estado o corte de seus salários. Foram sete dias de cortes e até este momento, o governo nem senta para garantir o reajuste do piso e nem garante a devolução do corte dos nossos salários”, apontou.

Além dos professores participaram do ato, neste primeiro dia de greve geral, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, trabalhadores da saúde, médicos, enfermeiros, trabalhadores de tecnologia da informação, do fisco, de extensão rural, policiais e delegados. As centrais sindicais, Central Única dos Trabalhadores (CUT), CTB, Nova Central Sindical, conduziram a manifestação.

Após o ato em frente à SEFAZ, os trabalhadores seguiram em caminhada até o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE).

O diretor de comunicação do SINTESE, professor Joel Almeida,  expôs aos demais servidores uma analise da política do estado pra os trabalhadores e avaliou que apenas a unidade permitirá aos trabalhadores as conquistas.  

“Enquanto o trabalhador amarga um achatamento salarial, Jackson Barreto vai para a Europa. Agora são mais de 45 dias de licença para fisioterapia, enquanto o trabalhador que se opera tem que voltar a trabalhar no dia seguinte. Está claro que este não é o Governo dos trabalhadores. A política de Jackson para os trabalhadores é a política do menosprezo; a nossa tem que ser a política da união. Não teremos nenhuma conquista sem muita luta e unidade”, afirmou o diretor do SITESE, professor Joel Almeida.

Agenda de luta

A luta segue, e no dia na quinta-feira, 24, o SINTESE irá realizar coletiva de imprensa para mostrar um ‘Raio X dos Cargos Comissionados de Sergipe’. A coletiva será, às 07h:30, na Central Única do Trabalhadores (CUT – Rua Porto da Folha, 1039, Bairro Cirurgia).

Na tarde do mesmo dia, os professores novamente vão às ruas e participam da ‘Caminhada dos Servidores Públicos de Sergipe por Valorização’, com concentração, às 14h, no Parque da Sementeira. Professores e demais servidores seguirão até o Palácio de Despachos, onde farão uma assembleia unificada.