Prometeu e novamente não cumpriu: Prefeito de Salgado não entrega folhas de pagamento da educação e nem apresenta proposta de reajuste a professores

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manchete salgado

O prefeito de Salgado, Duílio Siqueira Ribeiro, não reajusta o manchete salgadopiso salarial dos professores desde 2013. Com isso, os educadores da rede municipal de Salgado que deveriam receber em 2016 o piso de R$ 2.135,64 recebem atualmente R$ 1.567, 00.

Além de não reajustar o piso, o prefeito deve também aos professores as férias de janeiro de 2015, (1/3 ferial); junho de 2015 (1/6 ferial) e de janeiro de 2016 (1/3 ferial).

Três anos sem reajuste do piso e um ano sem receber remuneração de férias. Resultado: os professores da rede municipal de Salgado entraram em greve, no dia 1º de março e não iniciaram o ano letivo de 2016.

Após proposta apresentada pela prefeitura os professores de Salgado decidiram terminar a greve e dar início ao ano letivo. A greve dos professores de Salgado chegou a ser decretada ilegal, mas os professores suspenderam o movimento paredista antes de o SINTESE ser notificado da ilegalidade.

A proposta feita pelo prefeito Duílio Siqueira foi a seguinte: dividir o pagamento das remunerações de férias em 4 vezes, sendo que ele começaria a pagar os professores em abril. Sobre o reajuste do piso salarial o prefeito colocou que começaria a negociar com os professores somente a partir de julho.

Em audiência ocorrida no dia 7 de março, entre o prefeito e a comissão de negociação do SINTESE, os representantes dos professores colocaram que a prefeitura deve enviar, o quanto antes, a Câmara de vereadores de Salgado o projeto de Lei que reajusta o piso salarial do magistério em 2016, uma vez que este é um ano eleitoral e de acordo com a legislação, os prefeitos têm até o final de junho para negociar o piso salarial dos professores e demais reajustes de servidores públicos municipal.

Durante a audiência, a comissão de negociação do SINTESE também pediu acesso as folhas de pagamento da educação de 2015 para poder realizar estudos.

O prefeito, Duílio Siqueira, prometeu que na última sexta-feira, dia 12 de março, entregaria as folhas de pagamento e também apresentaria uma proposta para reajustar o piso salarial dos professores. No entanto, nem as folhas de pagamento, nem a proposta de reajuste foram entregues pela prefeitura de Salgado aos representantes dos professores.

Promessas e mais promessas

 Prometer e não cumprir vem se tornando uma marca do prefeito Duílio Siqueira Ribeiro.

Desde 2014 que o prefeito de Salgado não disponibiliza as folhas de pagamento da educação a comissão de negociação do SINTESE no município, para que a mesma possa realizar analises e estudos a fim de encontrar formas de sanar as ilegalidades na folha de pagamento da educação, e consequentemente as dívidas da prefeitura com os professores.

Também em 2014 o prefeito de Salgado, prometeu aos professores que reajustaria o piso salarial no ano de 2016, logo após o Ministério da Educação (MEC) anunciar o percentual de reajuste para aquele ano. O prefeito disse, na ocasião, que não tinha condições de reajustar o piso nos anos de 2014 e de 2015, mas que em 2016 tudo seria diferente.

Então chegou o ano de 2016 e, no dia 14 de janeiro, o MEC anunciou o percentual de reajuste do piso salarial para o magistério em 2016: 11,36%. Mas o prefeito Duílio Siqueira nada fez. Os professores, por sua vez, marcaram audiência com o prefeito e foram recebidos por ele no dia 12 de fevereiro de 2016.

Nesta audiência os professores de Salgado cobraram a promessa feita pelo prefeito Duílio lá no ano de 2014, sobre o pagamento do reajuste do piso agora em 2016. O prefeito falou, foi para um lado, para o outro e acabou desconversando a história.

“Os professores de Salgado estão cansados de promessas não cumpridas. Enquanto o prefeito fica fazendo o seu joguinho, os professores estão ano após ano vendo sua vida financeira ser prejudicada e seus direitos negados. O prefeito deve cumprir sua palavra, respeitar a lei e pagar o que deve. Isso é o mínimo que se espera de um gestor municipal”, coloca o Coordenador da Subsede do SINTESE na região Centro Sul, professor Estefane Lindenberg.