Estância: colégios estaduais paralisam aulas

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Estudantes de Estância nas ruas denunciando o caos da Educação na rede estadual

Estudantes de Estância nas ruas denunciando o caos da Educação na rede estadual

Falta de segurança, estrutura física precária, poucos funcionários, falta de alimentação escolar e em alguns casos até de livros. Esse é o cenário dos colégios estaduais Arabela Ribeiro, Gumercindo Bessa, Gilson Amado e Senador Walter Franco e o Centro de Referência de Jovens e Adultos – CREJA todos localizados na cidade de Estância.

Com esse cenário os alunos, professores decidiram em plenária realizada no colégio Walter Franco na última segunda-feira, 11, paralisar as atividades.  Na quarta, 13, a partir das 8h30 eles voltam a se reunir para avaliar a situação.

“As escolas estão abandonadas faltam vigilantes, alimentação, falta de água, limpeza (os banheiros imundos colocam em risco a saúde de alunos e funcionários), biblioteca fechada por falta de funcionário, parte dos alunos não receberam livros etc. Com os portões escancarados as escolas têm sido invadidas e alunos e funcionários já foram agredidos. Os funcionários de apoio já estão em greve há mais de dois meses, mas o governo e a SEED faz de conta que eles são invisíveis”, disse o professor Rubens Marques, presidente da CUT/SE que leciona na escola.

Logo após a plenária, os estudantes e professores fizeram uma caminhada pelas ruas centrais de Estância até a sede da Diretoria Regional de Educação 01 (DRE 01) e uma comissão, formada por professores, estudantes e sindicato, foi recebida pelo diretor José Whellington de Almeida e pela professora Sílvia Maria Barreto.

Os estudantes do Gilson Amado e do Arabela Ribeiro foram enfáticos ao dizer que não há a mínima condição deles aprenderem e dos professores ensinarem com a atual estrutura dos colégios. “Minha mãe já pensou em me tirar do Gilson Amado, pois se preocupa com minha saúde, pois toda semana eu passo mal naquela escola por causa do calor”, disse Wevilly Valesca, estudante do 8º ano.

O aluno do 2º ano e presidente do grêmio estudantil do Colégio Senador Walter Franco, Esdras Martins relatou os problemas da escola. “Falta segurança, não tem água, nem merenda escolar e alguns estudantes estão sem livros. O Walter Franco está abandonado”.

O ato foi finalizado na Diretoria Regional de Educação e uma comissão foi recebida

Além dos problemas gerados pela incompetência da gestão de Jorge Carvalho na Secretaria de Estado da Educação, a comunidade do Colégio Estadual Arabela Ribeiro tem que conviver com os constantes casos de violência na escola, ao ponto dos pais e responsáveis se recusarem a enviar os estudantes para a unidade de ensino. “Os estudantes querem segurança, respeito e condições para aprenderem. Não dá para ir a escola com medo”, disse o estudante do Arabela Ribeiro Mateus Nascimento Santos.

“Estamos reféns da violência seja dentro ou fora da nossa escola. Chegou ao ponto dos pais no avisarem que não enviarão os alunos enquanto a situação estiver assim”, aponta Maria Augusta Alves, professora do Arabela Ribeiro e da coordenação da sub-sede Sul do SINTESE.

A comissão solicitou do diretor que intermediasse uma audiência com o secretário estadual de Educação e ele se comprometeu a solicitar do secretário e daria resposta o mais rápido possível.