Professor de Telha é vítima de agressão por parte de prefeito

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Educador foi abordado na rodovia que liga os municípios de Telha e Amparo do São Francisco

O professor de História Paulo Sérgio Silva Souza foi vítima na última quinta-feira, 06, de agressões verbais e por pouco também foi agredido fisicamente pelo prefeito do município de Telha, Domingos dos Santos Neto (que não foi reeleito).

O professor saía de Telha, onde mora, em direção a Amparo do São Francisco, onde trabalha e percebeu dois carros bem próximos. Em determinando momento os veículos o ultrapassaram, mas ao se aproximar do trevo que dá acesso a cidade de Amparo, ele percebeu que os dois carros estavam ocupados pelo prefeito, seus filhos e mais duas pessoas e que vinham em sua direção fazendo gestos violentos, além disso, o gestor municipal o agredia verbalmente.

Para evitar uma possível agressão física, o educador fez a volta e encaminhou-se para o município de Canhoba onde buscou a delegacia e prestou boletim de ocorrência.

Em greve há 20 dias, os educadores fizeram na última sexta-feira, 01, ato público reivindicando o pagamento dos salários dos meses de agosto e setembro.

“Fui surpreendido com essa violência. Estou na luta para defender os direitos do magistério. Esse é meu papel como dirigente sindical, morador da cidade e cidadão consciente estava nas ruas me solidarizando com os companheiros de Telha”, conta o professor Paulo Sérgio que faz parte da Coordenação da Sub-Sede Baixo São Francisco I do SINTESE.

Esse já é o segundo caso registrado em que prefeitos agridem professores. No dia 01, educadoras de Santo Amaro das Brotas foram agredidas por funcionários da prefeitura do governo de Luis Hermann (conhecido como Chileno).

A direção do SINTESE repudia qualquer ação truculenta por parte de prefeitos e prefeitas e reafirma o compromisso na defesa dos direitos dos professores e professoras. “Não vamos aceitar que gestores municipais usem o poder que tem em mãos para ameaçar professores que estão apenas exigindo que seus direitos conquistados com muita luta sejam cumpridos”, afirma presidenta do sindicato Ivonete Cruz.