Orçamento da educação recebe mais recursos, mas mantem cortes na alimentação escolar e remuneração de professores e funcionários de escolas

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Estudantes, professoras e professores (da ativa e aposentados) voltaram nesta terça, dia 13, a ocupar as galerias da Assembleia Legislativa para reivindicar que a Lei Orçamentária Anual não fosse aprovada com os cortes no orçamento da Educação.

A votação que a princípio estava prevista para esta terça foi adiada para próxima sexta, dia 16. A novidade é que o governo do Estado enviou emenda modificativa e colocou mais R$30 milhões destinados a reforma e ampliação das escolas de Ensino Fundamental, Médio e Profissionalizante.

Mesmo com a adição destes recursos, setores essenciais da Educação da rede estadual continuam com cortes. É o caso da alimentação escolar e da remuneração dos professores e funcionários lotados nas escolas.

Comparando com 2016, a redução de investimentos para 2017 na alimentação escolar é de R$21milhões e para o pagamento do magistério e dos funcionários lotados nas escolas é de R$25 milhões.

“A emenda enviada pelo governo é resultado da ação e resistência do magistério e dos estudantes durante todo esse período, isso representa a retomada de recursos para a Educação que é importante, no entanto o governo apresenta para áreas específicas. Mais ainda temos dois problemas que permanecem. Redução de recursos para alimentação escolar e pagamento de folha do magistério. E isso é extremamente preocupante, o magistério da rede estadual está sem reajuste há três anos (2012, 2015 e 2016) e como fica a vida do professor e da professora se há uma diminuição nos recursos para pagamento de folha. É preciso que o governo apresente proposta de garantia de reestruturação da carreira do magistério e para isso é necessário ter recursos”, aponta Ivonete Cruz, presidenta do SINTESE.

A deputada Ana Lúcia em seu pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa foi taxativa ao dizer que nem os professores e professores, nem os funcionários irão aceitar essa política de desvalorização salarial.  “O que o Governo do Estado ao não colocar no orçamento mais recursos para o pagamento dos salários contribui para uma pauperização violenta de todos que contribuem no chão da escola”, disse.