Processo viciado no Colégio Estadual José Alves do Nascimento define implantação de Ensino Médio de tempo integral

71
Diretores do SINTESE foram ao C.E. José Alves do Nascimento para incentivar os professores a construir plenária para debater com a comunidade escolar o modelo excludente de ensino médio em tempo integral da SEED. A direção da escola não quer permitir que a plenária aconteça

Em mais uma manobra obscura e ilegal o Secretário de Estado da Educação, Jorge Carvalho, se reuniu Diretores do SINTESE foram ao C.E. José Alves do Nascimento para incentivar os professores a construir plenária para debater com a comunidade escolar o modelo excludente de ensino médio em tempo integral da SEED. A direção da escola não quer permitir que a plenária aconteçaem seu gabinete com parte do Conselho Escolar do Colégio Estadual José Alves do Nascimento (localizado no bairro Coqueiral, em Aracaju) e aprovaram a transformação da unidade de ensino em Centro de Experimental de Ensino Médio, para a implantação do Ensino médio em tempo integral.

Com isso, Jorge Carvalho mais uma vez desrespeita a Lei Complementar 235, de 16 de janeiro de 2014, que regulamenta os Conselhos Escolares, que é clara ao estabelecer, em seus artigos 10 e 11, que qualquer decisão sobre mudanças no funcionamento da escola deve ser tomada e aprovada em assembleia escolar. 

Além disso, na reunião entre a Secretaria de Estado da Educação (SEED) e Conselho Escolar do Colégio Estadual José Alves do Nascimento não havia representação de todos os segmentos que compõem a comunidade escolar, o que também torna ilegítima a deliberação do Conselho.

“A postura desesperada de SEED em implantar a qualquer custo o seu modelo excludente de ensino médio em tempo integral mais uma vez vem à tona. Jorge Carvalho não se importa em passar por cima de uma Lei, pois acredita que seu desejo é soberano. A falta de diálogo com professores e estudantes demonstra a postura impositiva de sua gestão. O SINTESE não está aqui contra o ensino médio integral, mas sim contra a forma como a SEED está conduzindo o processo de modo arbitrário e excludente, deixando de ouvir os principais atores deste processo: professores, estudante, pais, mãe e funcionários da escola”, esclarece a diretora do departamento de assuntos da base estadual do SINTESE, professora Leila Moraes.

“A dona do Colégio”

Ao tomar conhecimento da situação, diretores do SINTESE foram até o Colégio Estadual José Alves do Nascimento com o intuito de conversar com os professores para construir de forma coletiva uma plenária com toda a comunidade escolar, estudantes, pais, mães, professores e funcionários do Colégio, para que fosse apresentado o modelo excludente de ensino médio em tempo integral que a SEED deseja implantar impositivamente nas escolas de rede estadual de ensino.

Em uma postura autoritária, a diretora do Colégio Estadual José Alves do Nascimento disse aos representantes do SINTESE que não abriria as portas do Colégio para realização da plenária com a comunidade escolar.

“É lamentável e absurda a postura da diretora. A comunidade escolar tem o direito de saber o que é o Centro de Experimental de Ensino Médio e de como o modelo de ensino médio em tempo integral que a SEED deseja impor as escolas é excludente e nefasto para a rede estadual de ensino. Não podemos aceitar processos viciados, acertados por debaixo dos panos, nas costas da comunidade escolar, entre quatro paredes de um gabinete. A comunidade escolar tem o direito de conhecer o que é este projeto da SEED e decidir se quer ele ou não para a escola. Os professores do José Alves do Nascimento estão decididos e vão realizar esta plenária com estudantes, pais, mãe e funcionários nem que seja na porta da unidade de ensino”, coloca o vice-presidente do SINTESE Professor Roberto Silva.