Professores e professoras aposentados seguem pelo interior do estado para mostrar a população as maldades promovidas pelo governo Jackson Barreto

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Na próxima segunda-feira, 12, os professores e professoras aposentados fazem ato em Japoatã

“Vamos a cada interior deste estado para desmascarar Jackson Barreto e mostrar a todo mundo a falta de respeito com que o seu governo trata professores e professoras aposentados”, afirmou a presidente do SINTEE, professora Ivonete Cruz. Este foi o tom de mais um ato puxado pelos professores e professoras aposentados da rede estadual de ensino, na última sexta-feira, dia 2.

Na próxima segunda-feira, 12, os professores e professoras aposentados fazem ato em Japoatã

O cenário desta vez foi a cidade ribeirinha de Propriá. Lá professoras e professores aposentados de todas as regiões de Sergipe se reuniram e marcham pelas ruas da cidade para dialogar com a população e exigir que o Governo Jackson Barreto volte a pagar os professores aposentado dentro do mês e respeite a carreira do magistério pagando o piso salarial na conformidade da Lei.

Carregando cruzes, vestidos de roxo, professores e professoras aposentados encenaram uma Via Crucis pelas ruas de Propriá. Em cada uma das 14 estações os professores narravam o quanto o governa Jackson Barreto tem agido de forma déspota e sacrificado aposentados e aposentadas.

“A via crucis tem o intuito de mostrar o calvário vivido pelos professores e professoras aposentados: sem salário em dia e ano após ano ficando mais e mais pobres, pois Jackson também não reajusta o piso salarial de magistério. Estamos há quatro anos sem reajuste. O SINTESE já desmentiu a crise usada como justificativa para negar direitos a professores da ativa e aposentados, por meio de estudos realizados com base no Relatório de Gestão fiscal, publicado pelo governo do estado. O governo do estado tem dinheiro, mas falta vontade política, fala compromisso com os servidores estadual. Jackson Barreto joga professores e professoras aposentados no limbo da incerteza ao atrasar e pagar a nossa aposentadoria no dia que bem entende”, pontua a diretora do departamento de aposentados do SINTESE, professora Maria Luci Lima Santos.

O governo do estado não reajustou o piso salarial dos professores da rede estadual dos anos de 2012, 2015, 216 e 217. Esta política nefasta de desvalorização fez com que os professores da rede estadual ,da ativa e aposentados, ficassem entre 40 e 65 por cento mais pobres.

E a incerteza tem sido a ingrata companheira de professores e professoras aposentados desde meados de 2015, pois além de deixarem de receber dentro do mês, nunca sabem ao certo a data que terão o dinheiro da aposentadoria depositado em suas contas.

 “Não suportamos mais esta situação. Depois de mais de 25 anos em sala de aula, de dedicação à educação dos filhos e filhas de trabalhadores, nos vemos em uma situação humilhante. Nunca imaginei que nesta altura da minha vida eu teria que estar brigando para ter o meu direito respeitado. Não fazemos ideia de quando a nossa aposentadoria do mês de maio será paga. Sabe o que é conviver todos os meses com a incerteza? Sem nem saber quando você vai receber? Isso tem tirado o nosso sono, tirado a nossa saúde e tirado a nossa dignidade”, desabafou com pesar a professora aposentada da cidade de Itabaiana, Ana Lúcia Santos.

O ato em Propriá é o terceiro de uma série de atos realizados no interior do estado pelos professores aposentados. As mobilizações fazem parte da Jornada de Luta dos professores e professoras aposentados que teve início no mês de março deste ano, com um ato em frente à casa do governador Jackson Barreto, em Aracaju.

A luta não para e na próxima segunda-feira, 12, os professores e professoras aposentados seguem para Japoatã para mais uma vez percorrer as ruas mostrando a população o desrespeito que Jackson Barreto dedica a homens e mulheres que deram suas vidas a educação dos sergipanos.