Entidades solicitam revogação de decreto que retirou membros do Fórum Estadual de Educação

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Representantes protocolam no Palácio de Despachos manifesto solicitando a revogação de decreto que retirou representações do Fórum Estadual de Educação

Nesta quinta, 06, a partir das 8h no Palácio de Despachos membros de entidades da sociedade civil organizada que fazem parte do Fórum Estadual de Educação de Sergipe – FEE/SE protocolam o “Manifesto em Defesa da Educação Pública de Base do Estado de Sergipe” onde repudiam a ação do governo, que através de decreto, retirou do FEE/SE a representação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da Associação de Servidores da Justiça Federal de Sergipe (SERJUS), da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e do Coletivo de Mulheres.

Para o representante da Associação de Servidores da Justiça Federal de Sergipe, entidade retirada do fórum pelo decreto a expectativa é de que o governo do Estado volte atrás da decisão. “Sergipe foi o único estado que adotou simetricamente a mesma postura que o governo federal de Michel Teme, ao esvaziar o Fórum Nacional de Educação. Acreditamos que o estado de Sergipe não irá querer a pecha de ter adotado a mesma postura autoritária de Temer. Não faz sentido um Governo Estadual que pretende implantar a política pública educacional com qualidade privar a participação efetiva daqueles que querem acompanhar este processo e construir este debate”, avalia Abelardo Mota, representante da associação.

O manifesto, assinado semana passada em reunião ocorrida na sede da Justiça Federal, as entidades que assinaram o manifesto ainda fazem parte do FEE/SE, mas decidiram que só irão permanecer no fórum caso o decreto seja revogado.

“A decisão do governo de Sergipe vai à contramão do próprio objetivo do Fórum Estadual de Educação que foi criado para que a sociedade civil organizada fiscalize e acompanhe as ações do governo para o cumprimento do Plano Estadual de Educação. Ao retirar entidades representativas do povo sergipano do fórum, o governo Jackson Barreto reafirma sua postura de falta de diálogo e autoritarismo no que diz respeito a política educacional”, aponta a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.