Riachão do Dantas: Sem avanço nas negociações magistério paralisa por três dias

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Nos dias 14, 15 e 16 educadores e educadoras paralisam as atividades, pois estão há dois anos sem reajuste

Os professores de Riachão do Dantas reunidos em assembleia geral extraordinária decidiram que irão paralisar suas atividades no período de 14 a 16 de agosto de 2017. O motivo é a falta de uma proposta que reajuste o piso na carreira. O último reajuste foi estabelecido em 2015.

A única proposta que a administração de Gerana Costa apresentou foi de reajustar os salários do magistério em 2% no ano de 2017. A proposta foi rejeitada pela categoria, por ser abaixo do definido pela lei do piso para este ano (7,64%). Além do índice muito baixo, a proposta não respeitava o plano de carreira.

A administração de Riachão do Dantas também deve o reajuste referente ao ano de 2016 (de 9,37%) e até o momento a atual prefeita Gerana Costa não sinalizou vontade política para solucionar esse débito. Vale ressaltar que a administração é impessoal e o fato da gestão anterior não ter cumprido a lei significa que a atual chefe do executivo deva ignorar o reajuste previsto em lei.

Atraso no pagamento

Além de não terem o reajuste do piso nos últimos dois anos, o magistério ainda tem que amargar o atraso no pagamento dos salários. Causou surpresa a divulgação do calendário de pagamento dos salários do mês de junho apontando que os educadores e educadoras só receberão entre os dias 07 a 11 de agosto.

“Não há justificativa para tal atraso, pois não houve queda de receita (como alega a administração), pelo contrário houve um aumento considerável de recursos nos seis primeiros meses de 2017 se comparados com 2016”, aponta a coordenadora geral da subsede Centro-Sul, professora Lúcia Morais.