Professoras e professores de Pedrinhas e Riachão do Dantas solicitam intervenção do Ministério Público Especial do Tribunal de Contas

207


Representantes dos professores nos municípios de Riachão do Dantas e Pedrinhas, acompanhados do vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos, estiveram no Tribunal de Contas solicitaram do procurador do Ministério Público Especial do Tribunal de Contas, Eduardo Côrtes Rollemberg auxílio para intermediar uma solução para o atual cenário que vive o magistério dos dois municípios.

“Viemos solicitar do procurador a intermediação para que o problema desses dois municípios seja resolvido, pois estamos falando de salário, de alimentação, da dignidade dos educadores e educadoras”, aponta o vice-presidente do SINTESE.

No município de Riachão do Dantas o magistério só recebeu até hoje, 25 de outubro, 47% do salário referente ao mês de setembro. Em Pedrinhas os professores e professoras não receberam nenhum centavo.

Pedrinhas

De forma arbitrária a prefeita Mara da Farmácia cortou a totalidade dos salários dos professores. Para o SINTESE o corte é uma retaliação ao movimento grevista realizado pelos professores que reivindicam o reajuste do piso. Atualmente os vencimentos base do magistério pedrinhense estão baseados no piso de 2014. “Se o sindicato não tivesse distribuído cestas básicas muitos de nós estariam passando fome. E o prejuízo não é só para nós e nossas famílias, mas também para os estudantes, pois quando ela não paga o salário nós não somos obrigados a repor aula e com isso como fica o ano letivo”, questiona a professora Maria José.

Riachão do Dantas

Em Riachão do Dantas os professores e professoras receberam no dia 10 de outubro, 30% do salário de setembro e no dia 20 mais 17%, ou seja, o mês de outubro já está acabando e eles não receberam metade dos salários.

A administração argumenta que o fatiamento dos salários é por falta de recursos, mas uma análise feita nas contas mostra que os recursos do FUNDEB do mê de setembro eram suficientes para pagar a folha do magistério.

“A ação da prefeita Gerana Costa em fatiar nossos salários tem consequências terríveis não só para nós, mas para toda a cidade. Ela diz que não tem recurso, mas o dinheiro existe e dava para pagar nossos salários queremos saber o que foi feito dos recursos do FUNDEB do mês de setembro”, disse a professora Tina Alves.

O procurador disse que vai buscar se reunir com as gestões dos dois municípios para buscar uma saída.