Secretário da Fazenda diz que governo não fez nenhum estudo sobre recuperação da carreira do magistério

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“Não há estudo”, “não sei”, “não passou pela Secretaria da Fazenda”. Essas foram as respostas do secretário de Estado da Fazenda Josué Modesto Passos Sobrinho com relação aos questionamentos dos membros da direção do SINTESE e ao coordenador do DIEESE em Sergipe, Luis Moura com relação a negociação de reconstrução da carreira do magistério e sobre capitalização do Sergipeprevidência em audiência ocorrida nesta quarta, 29, na SEFAZ.

A única resposta concreta dada pelo secretário diz respeito ao décimo terceiro. Ele disse que a partir do dia 10 de dezembro a linha de crédito no Banese estará aberta para quem quiser pegar um empréstimo para receber a segunda parcela do décimo terceiro como um todo.

“É muito ruim ter um governo que trata o trabalhador e a trabalhadora como piada. É absolutamente desrespeitosa a forma com que o governo Jackson Barreto trata o magistério e os demais servidores públicos”, criticou a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

Ela reiterou sua crítica ao secretário da Fazenda em um retrospecto sobre o que tem sido o processo de negociação iniciado após uma abordagem de dirigentes ao governador Jackson no município de Tobias Barreto.

A época o governador autorizou que o vice, Belivaldo Chagas assumisse a negociação. Uma reunião chegou a ser realizada no Palácio de Despachos que contou com as presenças da Procuradoria Geral do Estado, Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão – SEPLAG, Secretaria da Fazenda – SEFAZ e o vice-governador. Lá ficou acertado que estudos seriam feitos pela SEPLAG e pela SEFAZ no sentido de buscar um caminho para recuperar a carreira do magistério.

“Levamos a sério na condição de representante de uma categoria que participa de uma mesa de negociação. O SINTESE se prontificou a fazer estudos e apresentamos a SEPLAG. E agora, meses após a reunião com o vice-governador e outras audiências com a SEPLAG, temos a informação de que não há nenhum estudo por parte da Secretaria da Fazenda, que é a responsável por gerir os recursos, sobre a recuperação da nossa carreira. É extremamente desrespeitoso e mostra para nós o desprezo com que o governo Jackson Barreto trata os servidores públicos estaduais”, frisou a presidenta.

A política do governo Jackson Barreto de não cumprimento da lei do piso e reajustar os vencimentos dos professores e professoras na carreira cria um cenário único no Brasil. Professores com formação em nível médio, graduação, pós-graduação e nos primeiro nove anos de carreira com mestrado recebem a mesma remuneração, somado a isso, o massacre se completa com os atrasos, parcelamentos de salários e agora o parcelamento de décimo terceiro.

Assembleia

Nesta quinta, dia 30, a partir das 15h no Instituto Histórico e Geográfico o SINTESE realiza assembleia unificada. Na pauta encaminhamentos de luta com relação a reconstrução da carreira do magistério, contra o parcelamento do décimo terceiro e adesão a greve nacional convocada pela Central Única dos Trabalhadores para o dia 05 de dezembro.