#tsunamidaeducação Mais de 30 mil tomam as ruas do centro de Aracaju

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Era gente, gente, gente que parecia não acabar. Professoras, professores, estudantes, trabalhadores, trabalhadoras, do campo da cidade encheram as ruas do centro comercial de Aracaju que junto a outras 220 cidades no Brasil protestaram contra os cortes de verbas da Educação pública.

“O povo ganhou as ruas. Estavam lá estudantes, professores e trabalhadores e trabalhadoras em geral para dizer a Bolsonaro que ele não vai acabar com a aposentadoria e com a Educação Pública. Nós, professores e professoras, de todos os cantos do estado estávamos lá”, professora Ivonete Cruz, presidenta do SINTESE.

Durante o ato ela alertou os trabalhadores e trabalhadoras do comércio sobre os riscos da reforma da previdência. Pois o Projeto de Emenda Constitucional (PEC/06) apresentado por Bolsonaro na Câmara Federal ao ampliar a idade e o tempo de contribuição, dificulta o acesso a aposentadoria.

O corte afeta todos os níveis da Educação

A redução dos recursos não afeta somente os cursos da Universidade Federal de Sergipe, mas também o Hospital Universitário, o que acontecerá com a população sergipana sem o HU?

E o corte afeta não só as universidades e institutos federais, mas também a educação básica, pois a redução dos recursos aconteceu nos programais nacionais de transporte e alimentação escolar (Pnate e Pnae).

“Sou da balbúrdia e defendo a Educação Pública em todos os níveis de ensino”, dizia o cartaz da professora da rede estadual Dansilvia Carvalho.

Ontem foi só o começo. Dia 14 de junho vem a greve geral da classe trabalhadora.