Neópolis: Professores e professoras entram em greve por tempo indeterminado

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 Neópolis está entre os três municípios sergipanos que pior paga seus professores

Falta de condições de trabalho, desvalorização e salários defasados. Este é o cenário da educação municipal de Neópolis. Diante desta realidade professores e professoras decidiram, em assembleia da categoria, que irão paralisar suas atividades, por tempo indeterminado, a partir do dia 06 de fevereiro.

 

 

Mas os professores e professoras já deram início a luta e nesta segunda-feira, 03, ocuparam as ruas da cidade e fizeram ato em frente à prefeitura Municipal de Neópolis. Na terça, dia 4 e quarta-feira, 5, a mobilização continua. Durante estes três dias os professores e professoras de Neópolis estão com suas atividades paralisadas

A falta de diálogo tem sido uma marca da gestão do prefeito Célio Lemos Bezerra. Embora o SINTESE já tenha enviado diversos ofícios à administração municipal, solicitando audiências, tudo que a entidade tem como respostas é o silêncio da prefeitura.

Os professores e professoras estão há 5 anos sem receber o reajuste do piso salarial (2015, 2016, 2018, 2019 e 2020), o que dá ao município de Neópolis o vergonhoso título de terceiro pior piso do estado de Sergipe. Atualmente um professor da rede municipal de educação de Neópolis recebe de vencimento inicial R$ 1.826,65. Para 2020 o piso pago aos professores e professoras deve ser de R$ 2.886,24.

É importante sempre lembrar que o reajuste do piso salarial do magistério é garantido pela Lei Federal 11.738/2008, que é clara ao estabelecer que o reajuste do pisos salarial deve ser concedido a todos os professores e professoras da rede pública, de todo o Brasil, anualmente, sempre no mês de janeiro, respeitando a carreira.  

Junta-se ainda a falta de valorização dos professores e professoras, o péssimo estado do transporte escolar; a baixa qualidade da alimentação nas escolas, além da precária condição de trabalho, por falta de matérias didático-pedagógicos e da total falta de estrutura física das escolas.

“A situação da educação em Neópolis é crítica, infelizmente a prefeitura não abre qualquer canal de diálogo e negociação com os professores, então chegamos a um cenário insustentável e a categoria não viu outra saída a não ser deliberar paralisação e greve. Esperamos que a Administração pública municipal busque a superação de todos os graves problemas que assolam a educação de Neópolis, que haja disposição e vontade política por parte do prefeito Célio. Desde já pedimos apoio e compreensão dos estudantes e de seus familiares, bem como de toda a população da cidade. Desejamos que o Município se manifeste favoravelmente ao pleito dos professores e professoras, ao tempo que informamos o compromisso destes em repor as aulas. A nossa luta é por direito, é pela educação do povo de Neópolis”, afirma a professora Jociene Amorim, membro da coordenação da Subsede do SINTESE, no Baixo São Francisco II.