CUT/SE repudia aumento da passagem de ônibus em Aracaju

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“É o sofrimento de sempre todo ano. O valor da tarifa aumenta, mas não vemos uma melhoria proporcional e não só para os usuários, mas também para os trabalhadores do transporte. Pois quem for olhar o final de linha do Augusto Franco verá que as condições são horríveis”, afirmou a dirigente sindical, secretária de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Sergipe), Caroline Rejane Santos, usuária do transporte público de Aracaju.

O aumento do preço da passagem de ônibus em Aracaju está previsto para ocorrer próximo ao Carnaval e segundo a mídia sergipana, trata-se de uma medida política que conta com o apoio do prefeito Edvaldo Nogueira. A má notícia para os trabalhadores e boa notícia para os empresários do ramo dos transportes revoltou dirigentes sindicais da CUT/Sergipe. Os sindicalistas afirmam que além de ser uma das passagens mais caras do Brasil, o serviço prestado pelas empresas privadas é de péssima qualidade.

Segundo o presidente da CUT/SE, Roberto Silva, o trabalhador é penalizado pagando alto preço enquanto os ônibus seguem rodando em situação precária. “São ônibus lotados nos horários de ida e volta do trabalho, não há respeito ao horário de chegada e saída dos carros e falta fiscalização da Prefeitura sobre a qualidade do serviço. Assim, a iniciativa privada faz o que quer. O prefeito congelou o salário dos servidores e além de ficar 4 anos sem reajuste, tem que pagar passagem cara. Isso é extremamente sério. Diante de uma política de redução de salário e privação de direitos, a decisão política de aumentar o valor da passagem para aumentar o lucro das empresas de ônibus”, reclamou.

“Se a situação é ruim para quem está com salário congelado, imagine para quem está desempregado”, apontou Quitéria Santos, dirigente da CUT/SE e vice-presidente do Sindoméstica.

De acordo com Quitéria, Sergipe devia seguir o exemplo de outros estados brasileiros que custeiam a passagem de ônibus para quem está desempregado em busca de emprego. “A trabalhadora desempregada não tem dinheiro para procurar emprego. Assim cresce o número de pessoas ‘desalentadas’, que desistiram de procurar emprego e estão cada vez mais impedidas de circular na cidade com o aumento da tarifa. A gente pede que o prefeito olhe a realidade de subemprego e desemprego que estamos vivendo. Como pode aumentar a passagem de ônibus?”.

No valor atual de R$ 4, a passagem de ônibus em Aracaju deveria diminuir de preço, de acordo com José Rafael, secretário de Juventude da CUT/SE. “O preço da passagem não é um valor social, construído para atender a população que precisa, mas é um preço formulado visando o lucro das empresas. Nossa juventude desempregada não pode bancar o lucro das empresas de ônibus”, afirmou.

Foto: Breno Góis – Expressão Sergipana