Pirambu: prefeito não negocia piso salarial e deve férias a professores e professoras

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O desrespeito a direitos e a constante falta de diálogo, tem sido uma marca da gestão do prefeito Élio Martins, em Pirambu. Desde o início do ano de 2020, o SINTESE tem enviado ofícios ao prefeito solicitando audiência para tratar sobre o reajuste do piso salarial do magistério para este ano. Mas a única resposta que o Sindicato recebeu foi o completo silêncio da prefeitura.

É importante destacar que o reajuste do piso salarial do magistério é garantido pela Lei Federal 11.738/2008, que estabelece que professores e professoras da rede pública de todo Brasil devem ter seus salários reajustados anualmente, sempre no mês de janeiro.

Além de não abrir canal de negociação e diálogo, a prefeitura de Pirambu deve também aos professores e professoras da rede municipal o 1/3 e o 1/6 feriais do ano de 2019.

Infelizmente ao longo do seu mandado o prefeito, Élio Martins, adotou uma postura de ataque de diretos dos professores e professoras da rede municipal. No ano passado, entre os meses de setembro e novembro, a gestão de Élio Martins deixou os educadores e educadores do município mais de 70 dias sem receber salários, o que gerou uma greve da categoria.

“Além da greve e todo absurdo com o atraso de salários que ocorreu no ano passado, o SINTESE também fez diversas denúncias sobre a má qualidade da alimentação escolar oferecida nas escolas municipais, além das péssimas condições estruturais das escolas. E agora novamente os professores e professoras são atacados com o não pagamento de suas férias e do piso salarial, diretos assegurados por Lei. Esperamos que o prefeito reavalie as posturas e decisões de sua gestão, aceite receber o SINTESE e se abra para a negociação. Os professores e professoras de Pirambu querem apenas respeito aos seus direitos e mais respeito para educação do município. E isso não é pedir demais”, afirma a coordenadora do SINTESE, na região do Vale do Cotinguiba, professora Dora Santana.