Escolas de Pirambu sofrem com estrutura precária e alimentação de baixa qualidade

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Além do desrespeito aos direitos dos professores e professoras, outra característica que também marca a gestão do prefeito Élio Martins, em Pirambu, é o abandono dos prédios que abrigam as escolas municipais. A infraestrutura das unidades de ensino da rede municipal de educação é precária e a necessidade de obras e reformas é urgente.

Um exemplo deste abando é a Escola Municipal Mario Trindade, que sempre sofreu com problemas de alagamentos nos períodos chuvosos. Em agosto de 2019, o muro da Escola cedeu e quase um ano depois, até a presente data, nada foi feito, o muro não foi concertado pela prefeitura. Vale destacar que a unidade de ensino está localizada em uma área de vulnerabilidade social, a escola deveria ser um local atrativo e seguro para os estudantes, que já vivem uma realidade tão dura.

A Escola Municipal Odete Pereira de Santana também sofre com o descaso da prefeitura. Localizada no povoado Marimbondo, a unidade de ensino está com o telhado cheio de buracos e com goteiras, desde o início do ano letivo de 2019. Assim como na Escola Municipal Mario Trindade, até agora a prefeitura não tomou nenhuma atitude a fim de sanar o problema da Unidade de Ensino.

Mas o descaso da prefeitura de Pirambum não para por aí. A alimentação escolar tem sido outro grave problema na rede municipal. No início do ano letivo de 2020, o alimento oferecido aos alunos das escolas municipais de Pirambu era apenas biscoito e suco, todos os dias, contrariando o que determina o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

A Resolução 26/2013, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica, no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), é bastante precisa ao colocar em seu artigo 2, inciso I, que:

“Art. 2º São diretrizes da Alimentação Escolar:

I – o emprego da alimentação saudável e adequada, compreendendo o uso de alimentos variados, seguros, que respeitem a cultura, as tradições e os hábitos alimentares saudáveis, contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento dos alunos e para a melhoria do rendimento escolar, em conformidade com a sua faixa etária e seu estado de saúde, inclusive dos que necessitam de atenção específica; […]”

Biscoito e suco, com certeza, passam longe do que seria uma “alimentação saudável”.

“No que diz respeito a educação, o município de Pirambu tem vários problemas, que são recorrentes. O SINTESE faz denúncias, busca respostas da prefeitura, mas infelizmente a falta de diálogo também tem sido uma marca da gestão do prefeito Élio Martins. É triste ver crianças e adolescentes não terem o direito sequer a uma escola com boa estrutura, com alimentação escolar digna. É muito duro ver professores e professoras que dedicam suas vidas a educação dos filhos e filhas dos trabalhadores de Pirambu, terem seus direitos negado. Essa postura por parte da prefeitura em nada constrói, só fragiliza a educação da população de Pirambu”, avalia a coordenadora da subsede do SINTESE, na região do Vale do Cotinguiba, professora Dora Santana.