SINTESE EM AÇÃO 16 – A ANTESSALA DO CAOS

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Estamos na antessala do caos e parece que o saco de maldades dos governantes e de seus asseclas não tem fundo. Em nome do coronavírus estão agindo com requintes de crueldade contra os funcionários públicos.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação soltou uma nota que diz: “Não há dúvida que o momento pelo qual o Brasil passa é crítico e exige esforços concentrados dos diferentes níveis de governo e da sociedade. Mas é preciso cautela para tratar os assuntos que envolvem vidas humanas. E é prioritário garantir as condições em todas as regiões do país para evitar o colapso do sistema de saúde, bem como para atender outras demandas sociais. E os servidores públicos não podem, mais
uma vez, fazer parte simplesmente de uma contabilidade de cortes orçamentários”.


Pois é, vocês acreditam que mesmo estando atravessando uma das piores fases de nossas vidas esse exército de insensíveis tentam piorar ainda mais as nossas vidas. Em Sergipe, os professores e professoras além de terem que lutar para receber o piso salarial que é garantido por lei; batalharem para receber em dia suas aposentadorias; verem seus planos de carreira destruídos, agora, em nome da pandemia, têm que conviver com a ameaça de corte na regência de classe que é um direito adquirido. Isso é inaceitável. Retirar a regência de classe é diminuir o salário do professor e da
professora, que já ganham tão pouco, é tirar o pão da mesa da família deles.

Os professores não estão em casa porque querem. Estão em casa porque precisam preservar as suas vidas. Porque as escolas foram fechadas por determinação do Governo do Estado. O querido ator Flávio Migliaccio em suas últimas palavras, antes do suicídio, escreveu: “acho que a humanidade não deu certo”.

É, querido Flávio, com pessoas desse nível, realmente, é bem provável que não, mesmo. Porém, há pessoas de bem que vão continuar lutando como você lutou em seus oitenta e cinco anos de vida, que vão continuar cuidando de nossas crianças e para essas pessoas que aí estão nos fazendo tanto mal, nós é que diremos: “desculpem, mas não dá mais”. E, por fim,
homenageando um outro gênio, desta vez da música popular brasileira, que também nos deixou esta semana, Aldir Blanc, reafirmamos que: “Nós não vamos fechar a nossa janela de frente para o crime”, vamos continuar lutando, pois, “a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar”. Nossa arte é formar artistas para este espetáculo chamado vida que muita gente quer ver acabar antes da hora.

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