São Cristóvão: prefeitura aprova “esmola” para professores contratados

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Anunciado na semana passada como uma ótima iniciativa, a aprovação do projeto enviado pela Prefeitura de São Cristóvão implanta um programa de auxílio emergencial para professores (e demais profissionais) contratados pelo Processo Seletivo Simplificado da Educação, mas quando se chega aos valores desse auxílio é praticamente uma esmola, pois o auxílio prevê apenas 30% do valor do salário base, de acordo com a seguinte tabela:

Cuidador Educador – R$ 330,00
Exec. de Serviços Básicos – R$ 313,50
Intérprete de Libras – R$ 330,00
Merendeiro Contratado – R$ 313,50
Motorista de Transporte Escolar – R$ 360,00
Professores – R$ 480,00

Com estes valores, que conseguem ser menores do que o auxílio emergencial (R$600) aprovado pela Câmara dos Deputados, os contratados já estão à mingua. Pois nos salários do mês de abril, já receberam somente por 16 dias, apesar das aulas terem sido suspensas por conta da pandemia.

Professores e professoras que trabalham nas escolas nos dois turnos ainda estão ainda mais preocupados, pois o valor pago ao magistério no mês de abril equivale somente a metade de um turno. Não há vida financeira que se sustente.

Para o SINTESE, a gestão sancristovense teria que garantir os valores integrais dos salários dos professores e professoras, pois, apesar de agora não estarem ministrando aula, eles serão necessários no planejamento das atividades escolares no retorno das aulas, mas também para garantir que hajam profissionais nas escolas.

O sindicato irá reforçar ofícios enviados ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público no início deste mês para que intervenham para que as administrações mantenham os contratos e os salários dos professores e professoras temporários.