Dirigente do SINTESE em Nossa Senhora do Socorro é alvo de perseguição

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A professora da rede estadual e integrante da direção executiva do SINTESE, Adenilde Dantas, tem sido alvo de perseguição por parte da equipe diretiva da Escola Estadual Poeta João Freire Ribeiro, por ser dirigente do SINTESE.

Lotada na escola, que é localizada no Conjunto Jardim em Nossa Senhora do Socorro, há mais de 15 anos, a educadora foi removida do grupo da escola por postar matérias do Sintese fazendo debates e questionamentos sobre a adoção, por parte das escolas, da Portaria 2335/2020, publicada pela Secretaria de Estado da Educação.

Após excluir a professora do grupo da escola, a gestora da unidade justificou que o grupo de trabalho não é para ter participação de professores licenciados para estudo, além disso, falou que se sente espionada, como não há ninguém do grupo que é da Diretoria Regional de Educação 08 também não é para ter dirigente sindical, ela só “esqueceu” de lembrar que a professora Adenilde está lotada na escola, ao contrário dos integrantes da DRE’8.

A dirigente está licenciada para cursar o doutorado, mas esta licença é para ministrar aulas, ela em nenhum momento deixou de ser lotada na escola e não é por causa disso que não deve participar dos debates que tratam da realidade da escola.

Inclusive, a professora, como dirigente sindical auxiliou em denunciar os problemas que a escola viveu em diversas ocasiões (como a falta de estrutura física, condições de acesso e segurança), independentemente de estar ou não licenciada para estudos, pois ela compreende que o fato de, no momento, não estar na escola fisicamente, não significa que não deva demonstrar sua preocupação com as condições da unidade de ensino.

“Fiz meu Mestrado e agora estou fazendo Doutorado e nunca fiquei de fora das discussões da escola, sejam elas de forma presencial ou feitas no grupo do whatsapp, em que trabalho há mais de 15 anos, agora que fiz questionamentos e suscitei um debate sobre a adoção da portaria que trata das aulas remotas na rede estadual, sou excluída do grupo”, explica a dirigente.

A professora Adenilde não tem sido a única a ter sofrido perseguição e assédio.

Na semana seguinte à publicação da portaria, o SINTESE começou a receber várias denúncias de casos onde alguns gestores das escolas pressionam de todas as formas os educadores para adotarem as aulas à distância.

Recebemos denúncias de alguns gestores que ameaçam enviar relatórios, mandar aulas a repor, e alguns de maneira velada, citam a devolução de professores, outros estão acabando com grupos de whatsapp, ou mudando as configurações para que somente a equipe gestora faça postagens, evitando que os professores e professoras façam o debate.

A partir das denúncias, o sindicato conseguiu agendar audiência com a responsável pela Diretoria Regional de Educação 8 – DRE´8 para tratar do assunto. A reunião foi realizada na segunda, dia 08. A diretora colocou que iria averiguar as denúncias e sairia com uma circular esclarecendo pontos da portaria com os gestores.

É para evitar este tipo de ação por parte das gestões escolares é que na audiência ocorrida no dia 02 de junho com o superintendente da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – Seduc, o sindicato solicitou que seja redigida uma normativa que coíba o assédio moral nas escolas.  

Veja mais Não a perseguição: SINTESE pede que Seduc redija normativa que coíba assédio moral a professores e professoras

Diante deste novo fato, o de cerceamento da ação de uma dirigente sindical em seu local de trabalho, o SINTESE irá solicitar uma audiência ao secretário de Educação.