“Nossa vida é lutar”. “Lutar” para nós é a mais profunda tradução de nossa identidade. Lutamos para defender nossos valores, nossos ideais, nossos patrimônios, sejam eles materiais ou imateriais, como é o caso que vamos expor a seguir.

Nos últimos dias, o SINTESE tem recebido diversas denúncias de professores e professoras da Rede Estadual de Ensino, que estão sendo constrangidos e moralmente assediados para aderir a portaria 2235/2020, da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultural. A portaria foi publicada pela Seduc, no dia 27 de maio e regulamenta as atividades não presenciais nas escolas da rede estadual de ensino, durante o isolamento social, por conta da pandemia de Covid-19.

Para entendermos melhor a gravidade dessa questão primeiro é preciso discorrer sobre o conceito de assédio moral. Segundo especialistas, o assédio moral é toda e qualquer conduta abusiva, manifestando-se por comportamentos, palavras, atos, gestos ou escritos que possam trazer danos à personalidade, à dignidade ou à integridade física e psíquica de uma pessoa, pondo em perigo o seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho.

Nesse sentido, como se não bastasse aos professores e professoras serem atingidos pela arbitrariedade da portaria emitida pelo Secretário de Educação que institui o ensino a distância sem, mesmo, primeiro se informar sobre a realidade de cada professor ou professora, sem, nem mesmo, ter feito uma pesquisa para aferir se todos têm condições tecnológica para prestarem tal serviço; e dos estudantes tantas vezes aqui já discutidas as faltas das condições materiais para o acesso a essas aulas remotas, agora, os professores e profesoras vêm sofrendo ameaças e retaliações, pressão para a reposição de aula e corte de demais direitos assegurados em lei, agentes do Estado de algumas escolas da rede pública tem se portado como verdadeiros capatazes no trato com os professores e professoras, a luz de determinações de executar uma portaria inexequível diante da mais dura realidade da maioria de estudantes e professores.

Por isso, é fundamental que o Secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – SEDUC emita, o mais breve possível, um documento direcionado aos diretores das escolas da rede pública estadual de ensino de Sergipe proibindo qualquer prática que possa ser caracterizada como perseguição ao profissional do magistério público que se posicionar contrário à adesão às aulas remotas. Afinal, isso, com certeza, é assédio moral e assédio moral é um crime contra o qual nós vamos lutar, sempre, porque somos Sintese. Somos muitos. Somos fortes.

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SINTESE EM AÇÃO

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