Professoras e professores de Carira em campanha por direitos

A administração de Aroaldo Chagas tem sido notória por desrespeitar os direitos do magistério

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Com faixas nas portas das casas, adesivos em veículos e fachadas de casas e lojas, professores e professores de Carira estão uma campanha para que o prefeito Negão Chagas respeite o magistério e pague o reajuste do piso que é garantido por lei federal.

Carira tem sido um dos municípios que tem, sistematicamente, descumprido a lei do piso. São quatro anos (2017, 2018,2019,2020) em que o reajuste não é implementado, fazendo com que o magistério carirense tenha um dos salários mais defasados de Sergipe.

A administração de Negão Chagas não tem um calendário de pagamento e, com isso, só paga salários, principalmente quem não recebe pelo Banese, em atraso. A gestão sequer cumpre lei municipal que estabelece o pagamento de 100% do décimo terceiro no mês de aniversário dos servidores.

 “A gestão de Negão Chagas é de massacre ao magistério, seja no que no tocante ao descumprimento das leis que garantem reajustes anuais, quanto no que diz respeito a pontualidade. Não há como os professores e professoras se planejaram financeiramente, pois a prefeitura não garante nada do que é estabelecido por lei”, explica Nadja Santana, vice-coordenadora geral da subsede do SINTESE na região Agreste.

Corte da regência

Achando pouco pagar salários com atraso e não cumprir a lei do piso, a administração municipal de Carira ainda quis cortar a regência. Decreto foi publicado no mês de maio suspendendo o pagamento da gratificação (que é garantida por lei).

Mas quando o SINTESE obteve a vitória na Justiça de que a regência de classe deve ser paga, o prefeito voltou atrás e revogou o decreto.

Mas, de forma a confundir a opinião pública, a gestão municipal quer atrelar o pagamento da regência às aulas online, como se todos os estudantes de Carira tivessem acesso à internet, celulares e computadores para acompanharem essa modalidade de ensino.

A prefeitura sequer cumpre a lei para garantir que os professores tenham melhores salários, vai garantir que eles tenham condições de ministrar aulas online e os estudantes tenham condições de acompanha-las. E vale lembrar que o uso de papel está proibido pelo decreto sanitário estadual publicado no dia 01 de junho. O SINTESE, inclusive, já solicitou ao Ministério Público que investigue os municípios que estejam descumprindo o decreto