De acordo com o Atlas da Violência de 2019, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 66% de todas as mulheres assassinadas no país são negras. O Atlas mostrou também, que enquanto a taxa de homicídio de mulheres não negras aumentou em 1,6% entre 2007 e 2017, a de homicídio de negras cresceu 29,9%.

Em números absolutos a diferença é ainda mais brutal, já que entre não negras o crescimento é de 1,7% e entre mulheres negras, de 60,5%. Considerando apenas o último ano disponível, o índice de homicídio de mulheres não negras foi de 3,2 para cada 100 mil mulheres não negras, ao passo que entre as negras a média foi de 5,6 para cada 100 mil mulheres deste grupo.

Esses dados não são apenas números, são vidas. E provam que o nosso país ainda patina na questão de coibir a brutalidade contra as mulheres negras. A pele preta não pode ser carbono para impressão da violência. O Brasil é uma imensa casa grande onde residem a desigualdade social e a impunidade. Resistir à esta distopia é um dever de todos nós.

Por isso, o mês de julho foi proclamado “julho das pretas”. É um lembrete de que precisamos continuar lutando contra esta condição de opressão de gênero, racial e étnica em que vivem as mulheres negras. Afinal, toda violência contra uma mulher de pele preta fere a alma de uma nação. “Porque mulheres negras movem o Brasil. Mulheres negras movem a terra”. Mova-se, você também, a favor dessa causa.

Sintese: Somos muitos. Somos fortes.

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SINTESE EM AÇÃO

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