SINTESE denuncia que Seduc não garante condições, mas quer que professores preencham diário eletrônico

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Professoras e professoras denunciam que estão sendo assediados e coagidos a preencherem o Diário Eletrônico mesmo o sistema se revelando instável, de difícil usabilidade e pela falta de equipamentos e franquia de internet.

Chegou ao conhecimento do sindicato, comunicado assinado pelo Superintendente Executivo da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, José Ricardo Santana, onde informa que os diários devem ser preenchidos até amanhã, 04 de setembro.

Denúncia ao Ministério Público

O SINTESE irá oficializar o Ministério Público solicitando intervenção do órgão para que a Seduc garanta as condições necessárias para que os professoras e professoras possam acessar e preencher os dados do Diário Eletrônico de acordo com o que diz o parágrafo 5º do art 2º a Lei Federal 14.040/2020.

“Os sistemas de ensino que optarem por adotar atividades pedagógicas não presenciais como parte do cumprimento da carga horária anual deverão assegurar em suas normas que os alunos e os professores tenham acesso aos meios necessários para a realização dessas atividades”.

O sindicato também solicitou audiência ao secretário de Educação para tratar do assunto.

Qual a orientação do SINTESE?

O sindicato orienta aos professores e professoras que estão sem condições de preencher o Diário Eletrônico que façam, via email e/ou whatsapp as atividades que foram desenvolvidas, informando-as a direção da escola.

Se os professores não têm condições estruturais para uso do diário eletrônico não podem ser obrigados a preencherem o sistema e, muito menos, serem penalizados ou constrangidos pela falta de apoio da Seduc.

O que seria solução virou problema

Desde a sua implantação, em fevereiro deste ano, o Diário Eletrônico tem sido alvo de diversos questionamentos e denúncias. Começando pela não realização de cursos de formação, por parte da Seduc, de formação aos professores e professoras para o uso da nova ferramenta, passando pelo não fornecimento de equipamentos e pacotes de internet.

O que poderia ter sido uma solução, se tornou um enorme problema. Quando ainda estávamos em aulas presenciais, professoras e professoras contataram o sindicato denunciando que, devido à instabilidade do sistema e da falta de equipamentos adequados e de conexões rápidas de internet nas escolas passavam mais tempo preenchendo dados do que efetivamente ministrando aulas.