Vem aí o Grito dos Excluídos, um conjunto de manifestações populares que ocorrem no Brasil, desde 1995, ao longo da Semana da Pátria, que culminam com o Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro. O objetivo geral do ato é valorizar a vida, anunciar a esperança de um mundo melhor construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar a classe trabalhadora nas lutas populares e denunciar a estrutura opressiva e excludente da sociedade e do sistema neoliberal que nega a vida e quer nos impedir de sonhar. O tema deste ano é: “A vida em primeiro lugar”

Portanto, hoje, queremos perguntar para você trabalhador e trabalhadora: como está a sua vida? De qual lado dos excluídos você está? Sim, porque, desde a eleição de Bolsonaro fomos todos excluídos, inclusive aquelas pessoas que por um descuido do destino votaram nele para presidente. Fomos todos deixados à deriva.

Mas, isso não é por acaso. A exclusão do trabalhador do cenário social do país causado pela péssima administração de Bolsonaro é, por incrível que possa parecer, inclusiva. Nela inclui-se todos os governadores, como o de Sergipe, Belivaldo Chagas, por exemplo, que se alinham ideologicamente com o presidente. E, juntos, formam o exército da extinção, para guerrear contra tudo o que nós, trabalhadores, conquistamos com anos de luta.

Porém, essa exclusão não é sem propósito. Ela é idealizada para um só fim: abrir espaço para a ação impetuosa da iniciativa privada e promover a infraestrutura para as ações das elites que lhes garantirão mais retorno eleitoral. A simbiose entre os governos de Bolsonaro e Belivaldo está criando um abismo social em que todos estamos despencando. O trabalhador brasileiro não faz parte do projeto de poder de Bolsonaro e nem mesmo o Brasil, haja vista a tamanha submissão do “nosso” presidente ao governo americano. Diante disso tudo acreditamos ser conveniente mudar a pergunta, responda: até quando vamos ficar calados engolindo sapos?

Por isso, hoje, queremos aproveitar o advento do Grito dos Excluídos para convidar a todos os trabalhadores e trabalhadoras sergipanos a soltarem a voz. Para aderirem a uma causa plural: a defesa do trabalho, do trabalhador e da trabalhadora. Neste ato não importa de onde você vem, mas para aonde você quer ir. Vamos gritar juntos. Gritar até, se for preciso, perdemos a voz. Pois, o que não podemos e não devemos, mais, é ficar calados diante tanto desmando; diante tanta atrocidade; diante de tanto desgoverno; diante de tanta injustiça, seja em nível estadual ou federal. Procure um jeito, “grite em janela”, “grite junto ao seu vizinho”, “grite pelas redes sociais”, “grite na sua rua”, “grite juntamente com seu movimento social, com seu sindicato”, mas não se cale, participe. Se todos “gritarmos” juntos poderemos acordar os corações mais empedernidos ou ensurdecer de vez os ouvidos que só escutam a voz ambiciosa do capital.

Sintese: Somos muitos. Somos fortes.

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SINTESE EM AÇÃO

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