Sergipanos e sergipanas, vocês sabiam que existe um manual sobre biossegurança para reabertura de escolas no contexto da covid-19? Esse manual foi elaborado com base no plano de contingência e biossegurança para o retorno às atividades de ensino presencial nas escolas.

O manual faz questão de ressaltar a importância das escolas públicas apontando que elas estão presentes em diversos territórios, sendo, frequentemente, a única referência de política pública para algumas comunidades e que suas funções expressam compromissos com a formação humana, a ciência e a defesa da vida, por isso, o manual relembra que uma das primeiras medidas para reduzir o contágio da Covid-19 foi a suspensão das atividades escolares.

O manual traz, ainda, dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) indicando que tal medida atingiu mais de 190 países, o que afetou 1,57 bilhão de crianças e jovens, isso significa 90% da população estudantil de todo o mundo.

Pois bem, neste memento, de acordo com a Unesco, afirma o manual, um pequeno número de países está reabrindo as escolas progressivamente, mas a maioria dos países ainda está na fase de discutir e preparar estratégias de volta às aulas. E é sobre isso que nós queremos discorrer neste editorial.

O Ministério Público Estadual, em Sergipe, MPE recomendou que ao estabelecer a reorganização dos calendários escolares, para as escolas das redes pública e privada, todos os envolvidos no processo fossem ouvidos, ou seja, devem ser consultados Sindicatos, diretores, Conselhos Escolares, Associação de Pais e/ou Grêmios estudantis, ou seja, os diversos segmentos que compõem a comunidade escolar.

Pois é, mas contrariando a recomendação do MPE, Belivaldo, mais uma vez, joga contra a classe trabalhadora e cria comitê para debater e decidir o retorno das aulas presenciais sem ouvir a sociedade sergipana. Consequentemente, ao criar um comitê que exclui setores e agentes envolvidos diretamente na reabertura das escolas o Governador coloca em risco a vida de professores, estudantes, funcionários de escolas e seus familiares.

Devido a esse fato, o SINTESE, mais uma vez, preocupado em defender os direitos e as vidas dos profissionais da educação e, por extensão, das famílias e alunos de Sergipe, está notificando o Ministério Público Estadual para solicitar que o mesmo entre com uma ação civil-pública para assegurar o que foi estabelecido pela Recomendação 05, de 04 maio de 2020, isto é, o direito de participação, não apenas, do sindicato, mas de toda a sociedade no Comitê para que, de fato, se tenha um processo de retomada das aulas presenciais onde sejam respeitadas as normas sanitárias e cuidados com a saúde física dos professores, professoras e estudantes. Afinal, para o Sintese, ao contrário do que pensa o Governador, a vida vem sempre em primeiro lugar.

Sintese: Somos Muitos. Somos fortes.

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SINTESE EM AÇÃO

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