Vocês se lembram da CPMF? Pois é, como muita gente pode ter esquecido hoje nós vamos relembrar. CPMF significa: Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Foi criada em 1996. Era um imposto cobrado sobre movimentações financeiras, tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas, isto é, das empresas. Trocando em miúdos, toda vez que a pessoa movimentava sua conta bancária pagava imposto para o Governo, por exemplo: saques, transferências, pagamento de boletos, empréstimos, financiamentos e investimentos.

As únicas transações que a CPMF não atingia eram: saques do fundo de garantia (FGTS) ou do PIS/Pasep, pagamento de seguro desemprego, estornos de transações bancárias, transferência para contas da mesma titularidade ou para entidades financeiras de assistência social.

O imposto, que em sua primeira versão era para ser provisório e destinado à saúde no Governo de Itamar Franco, foi recriado no Governo de Fernando Henrique Cardoso. E, assim, a CPMF que era provisória tornou-se permanente e passou a ser destinada para qualquer setor do Governo que estivesse em dificuldades financeiras. Porém, a CPMF foi um tiro que saiu pela culatra, pois, além de trazer prejuízo aos brasileiros e brasileiras levando parte de nosso dinheiro, segundo especialistas, também contribuiu para o aumento da inflação do período em que esteve vigente.

Você deve estar se perguntando qual o motivo de nós estarmos lembrando desse maldito imposto. É simples! Bolsonaro está propondo uma reforma tributária que pretende trazer a CPMF de volta, porém, agora com nova roupagem. No pacote da reforma tributária a intenção é criar um imposto digital.

Contudo, segundo informações do site Brasil 247, a própria assessora especial do ministro da Economia, Vanessa Canado, reconheceu no último mês que o imposto que está sendo estudado nos moldes da CPMF não tributa só operações digitais, mas todas as transações da economia, justamente para que tenha essa característica de base ampla.

Como vocês podem perceber, companheiros e companheiras, estamos em meio a um furacão de coisas ruins que parte do Palácio do Planalto em Brasília e que vai atingir todos os brasileiros causando estragos que podem ser irrecuperáveis. Pois, vejamos, ainda estamos lutando contra a reforma administrativa que Bolsonaro acabou de enviar ao Congresso Nacional e que tem como único objetivo o desmonte do funcionalismo público brasileiro.

Como se não bastasse, ainda zonzos com este direto no queixo desferido pelo Presidente, já estamos levando outro soco, direto no fígado, com a reforma tributária. Isso significa que o Governo de Bolsonaro quer levar brasileiros e brasileiras ao nocaute. Quer nos derrotar a qualquer custo.

Por isso, temos que continuar nos defendendo. Temos que continuar lutando. Temos que, guardando as devidas precauções sanitárias por causa da COVID-19, irmos às ruas, como fizeram os Sergipanos no último dia 30 de setembro, na praça Camerino em Aracaju. Temos que enviar mensagens para os Senadores e Senadoras, Deputados e Deputadas Federais exigindo que eles lutem ao nosso lado. Temos que utilizar as redes sociais para protestar contra essas medidas agressivas contra o povo. Sabe por quê? Porque Bolsonaro está aproveitando este momento de fragilidade social, devido à pandemia, para desferir seus golpes sujos contra a classe trabalhadora e a população.

Portanto, mais que nunca, precisamos estar juntos. Cada vez mais unidos. Pois, só assim conseguiremos derrotar este monstro que vem nos aterrorizando desde o momento de sua posse. Afinal, só a união faz a força e, como sempre dizemos por aqui e nunca é demais repetir, ninguém é tão forte sozinho quanto nós todos juntos. Vamos dizer não à reforma administrativa. Vamos dizer não à reforma tributária que quer criar mais impostos. Vamos dizer não ao Governo de Bolsonaro.

Sintese: Somos muitos. Somos Fortes.

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SINTESE EM AÇÃO

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