Em audiência com a Seduc, SINTESE cobra dados sobre acesso às atividades remotas

63

Na manhã desta sexta, 09, aconteceu a audiência entre    o SINTESE e o secretário de Estado da Educação, Josué Passos. A audiência foi marcada após ida, na sexta dia 02, de diretores do sindicato presencialmente à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – Seduc.

Na pauta: aulas não presenciais, reforma do ensino médio, gratificação por interiorização, auxílio financeiro.

O sindicato voltou a cobrar (a primeira cobrança foi feita no final de junho) os dados de quantos estudantes estão tendo acesso às atividades não presenciais online e qual metodologia usada para aferição e também foi cobrado quais as ações da Seduc está propondo aos estudantes que não tem acesso às aulas online.

Desde o início da adoção das atividades online o sindicato tem feito do debate de que é fundamental a Seduc garantir o acesso aos estudantes e as condições materiais aos professores e professores para ministrar as aulas.

“As informações que chegam até nós é que um quantitativo mínimo de estudantes está tendo acesso às aulas remotas, por isso é fundamental que esses dados seja publicizados e que a Seduc tenha ações para que o direito constitucional dos estudantes à Educação seja garantido”, disse a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

O secretário informou que os dados ainda estão sendo aferidos e que irá encaminhar, via ofício ao sindicato.

Auxílio financeiro, horas extras

Ministrar as aulas de forma virtual fez com que os professores e professoras tivessem gastos não previstos, pois foi necessário a compra de equipamentos, mudança de planos de internet, além do aumento do consumo de energia elétrica. Por isso na assembleia da última quarta, dia 07, o magistério da rede estadual inseriu na pauta de reivindicações o pagamento de um auxílio financeiro para suprir estes gastos.

Outro ponto também abordado na audiência foi o pagamento de horas extras (que estão previstas no Estatuto do Magistério) aos professores e professoras para suprir as necessidades dos estudantes que não tiveram acessos às atividades online, no momento do retorno as aulas presenciais.

Tanto para o pagamento do auxílio financeiro quanto para o pagamento das horas extras o secretário Josué Passos informou que analisará as reivindicações.

Interiorização

Outro problema vivido por um grande grupo de professores e professoras, diz respeito à interiorização, o pagamento foi suspenso em abril, pelo fato de não haver mais deslocamento para as unidades de ensino, mas alguns integrantes do magistério não pagam somente o transporte, mas também aluguel de imóveis, pois devido a organização da carga horária é preciso pernoitar nas cidades onde trabalham, com o corte da gratificação eles estão tendo dificuldades em cumprir com o pagamento destas obrigações.

O secretário disse que avaliará o retorno do pagamento da gratificação, mas com algumas condições que serão informadas ao sindicato.

Contrarreforma do Ensino Médio

Considerando todo o cenário atual de que sequer há certeza de como o ano letivo de 2020 será finalizado e o de 2021 será iniciado, o SINTESE solicitou à Seduc que desacelere o processo de implantação de novo ensino médio, principalmente pelo fato de não ter havido um amplo debate entre os que fazem parte da escola.

“Estamos vivendo um ano atípico e por isso, para nós, o debate de implantação do novo ensino médio não deve ser feito de forma apressada e neste momento em que temos mais incertezas do que respostas sobre os anos letivos de 2020 e 2021. Podemos ter calma com e no próximo ano fazer um debate amplo com professores, estudantes e a comunidade escolar em geral”, afirma Ivonete.

Sobre esse assunto, Josué Passos informou que irá dialogar com a equipe pedagógica.