15 de outubro: comemoramos o dia da professora e do professor reivindicando valorização

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Em 2020, professoras e professoras da rede estadual comemoraram o Dia do Professor e da Professora em ato público em frente ao Palácio de Despachos.

“Não vamos deixar de ressaltar a nossa profissão, que é tão importante para a construção do futuro do país, mas ao mesmo tempo não podemos deixar de estar aqui, na luta, para reivindicar valorização ao governo estadual”, afirma a Ivonete Cruz.

Os educadores e educadoras da rede estadual cobraram o reajuste do piso, pois desde 2015 que ele não é aplicado na carreira e isso faz com que os salários estejam rebaixados e os professores e professoras empobrecidos.

E ainda nesse cenário tendo que arcar com todas as despesas para ministrarem as atividades não presenciais.  “Temos uma lei que garante o reajuste do piso na carreira, mas os últimos governos estaduais insistem em descumpri-la. O governo Belivaldo, como atual gestor, tem uma dívida com o magistério que precisa ser paga”, afirma a professora Leila Moraes, diretora de Comunicação do SINTESE.

É preciso que o governo do Estado respeite essa profissão e, principalmente, aos profissionais e isso é feito através de valorização salarial, condições de trabalho e uma política de Educação que tenha como objetivo formar cidadãos que transformem a sociedade e não somente trabalhadores e trabalhadoras que se submetam.

Aposentados e aposentadas

O SINTESE voltou a cobrar que o governo do Estado deixe de taxar em 14% as aposentadorias e pensões. O Estado está compensando aposentados e pensionistas ao pagar desde a metade do ano parcelas do décimo terceiro de 2020, mas já mostramos estudos do DIESSE mostrando que este pagamento tem sido feito com os recursos advindos do desconto de 14%.

“O que o governo fez foi um acinte. A redução do salário dos aposentados resultou uma ‘economia’ de R$300 milhões e é com ela que o governo está pagando décimo terceiro e parcelando dívidas com IPVA e outras contribuições. E quando o pagamento das parcelas do décimo acabar o impacto será ainda maior. A situação é muito séria”, explicou o vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

No final do ato, o SINTESE protocolou novo ofício solicitando audiência com o governador Belivaldo Chagas.

A luta por valorização não morreu

Mesmo em um cenário tão complexo, e não só por causa da pandemia, mas por conta da ação de gestores que não cumprem as leis criadas para valorização, como a lei do piso, e não garantem condições de trabalho para educadores e educadoras (a falta de estrutura física nas escolas e até mesmo de material didático) e até mesmo por políticas pedagógicas que conduzem estudantes para se submeter a qualquer situação de exploração e desprofissionalização do magistério, os educadores e educadoras ainda estão de pé, realizando o seu trabalho, cumprindo o seu papel sociais que é buscar práticas pedagógicas que apontem aos estudantes que há um caminho para que eles sejam cidadãos transformadores da sociedade.