Massacre e privilégio: interventor de Canindé corta salários de alguns e paga gratificações indevidas a outros

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Indo de encontro a acordo firmado no Ministério Público Estadual, em uma ação autoritária e descabida, o interventor municipal de Canindé de São Francisco, Edgard Simões da Costa Neto, autorizou o corte de salários de professores e professoras da rede municipal de ensino.

Diante de uma política de atraso de salário e desrespeito a direitos, professores e professoras de Canindé de São Francisco deliberam na última terça-feira, dia 8, em assembleia da categoria, que só seguiriam com as aulas remotas caso o interventor apresentasse a data que seria efetuado o pagamento do salário de dezembro e do 13º salário.

Com isso, na sexta-feira, dia 11, professore e professoras foram surpreendidos com um despacho enviado à Secretaria Municipal de Educação de Canindé de São Francisco. Em apenas uma linha, sem qualquer explicação, o interventor, Edgard Simões da Costa Neto, diz: “determinar o corte de ponto dos servidores que não comparecem por alegação de greve”.

Mas o abuso de poder não para por aí. Enquanto interventor, Edgard Simões Neto, autoriza cortes de salários para alguns professores, ao mesmo tempo paga gratificações indevidas a outros. Estas gratificações que não são previstas no Plano de Carreira e no Estatuto da Magistério de Canindé de São Francisco.

Estudo realizados pelo SINTESE, com base na folha de pagamento do magistério e de demais servidores da educação, aponta que somente no mês de setembro o município de Canindé gastou mais de 90 mil reais em gratificações pagas de maneira indevidas.

Divido a este cenário, representantes do SINTESE no município irão ser reunir em audiência, nesta segunda-feira, 14, às 15h, com o promotor do Ministério Público Estadual, em Canindé.  Professores e professoras serão convocados para nova assembleia para delibera os rumos da luta em defesa de seus direitos.