Secretário Josué Passos ameaça professores para retorno às aulas com escolas infectadas pela COVID-19

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Na sexta passada, professoras da rede estadual foram surpreendidos com a ameaça de corte de ponto para aqueles que não voltarem às presenciais das turmas do 3º ano do Ensino Médio, Educação para Jovens e Adultos e cursos profissionalizantes.

“Em um cenário tão complexo e com os diversos casos relatados, a Seduc ao invés de buscar alternativas para que não haja mais contaminação, prefere cortar o ponto dos professores, isso, para nós só mostra que nem o secretário de Educação, Josué Passos e o governador, Belivaldo Chagas respeitam a vida dos integrantes das comunidades escolares da rede estadual”, afirma o vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

Os professoras e professores suspenderam as aulas presenciais após diversos casos positivos da Covid-19 entre estudantes, funcionários e docentes das escolas que voltarem as atividades presenciais a partir do dia 17 de novembro.

Ainda na semana passada o SINTESE denunciou que integrantes da comunidade escolar de 40 estabelecimentos de ensino tinha sido testados positivamente.

“O que temos a dizer a Seduc é que negar fatos não vai fazer a Covid desaparecer e criminoso mesmo é esconder estes fatos e colocar a vida das pessoas em risco. Os resultados positivos para Covid 19 são mais uma prova de que o SINTESE está correto em defender a testagem em massa de estudantes, professores, professoras e demais servidores que atuam nas escolas da rede estadual, antes de se pensar em uma retomada das aulas de forma presencial”, diz nota do SINTESE publicada dia 10 de dezembro.

O sindicato continha na defesa de que haja a testagem de todos os estudantes e professores.

O que o sindicato orienta

A partir deste cenário, a orientação do SINTESE é que os professores façam relatos sobre a situação das escolas e encaminhem para a direção das unidades de ensino e também ao sindicato para que a devida denúncia ao Ministério Público seja feita.

A exemplo do que fez os docentes dos terceiros anos do Ensino Médio do Colégio Estadual Sílvio Romero em Lagarto.

Em ata de reunião encaminhada ao SINTESE os professores relataram um cenário de “positivação de alunos, professores e equipe técnica para o COVID-19, como também “não cumprimento dos protocolos sanitários e pedagógicos” previstos no documento orientador de retorno às aulas presenciais.

Clique AQUI e confira o relatório feito pelas professoras e professores do Colégio Estadual Sílvio Romero.

Os docentes do Colégio Estadual Professor Paulo Freire também produziram um documento, confira AQUI

Outras escolas também estão preparando relatórios, a partir do momento que forem chegando ao sindicato iremos divulga-los.

O SINTESE relembra decisão da assembleia realizada no dia 16 de novembro que professoras e professoras só retornem às aulas quando condições seguras de trabalho forem garantidas.

Cobrança ao Ministério Público

O sindicato irá oficializar denúncia do que vem ocorrendo nas escolas públicas estaduais que retornaram às atividades presenciais e cobrar posicionamento do órgão fiscalizador, pois como diz o art.127 da Constituição Federal “O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”.

E considerando o atual cenário de contaminação das escolas e, em alguns casos descumprimento das próprias normas estabelecidas é preciso que o órgão se posicione.