Esta, certamente, não é uma pergunta fácil de ser respondida. 2020 não é um ano qualquer ou qualquer ano para a história. Temos uma tarefa urgente e necessária: olhar para trás e repensar o futuro da humanidade.

Quando falamos de brasil nos deparamos com situação mais trágica pois, o mundo enfrentava um vírus e o povo brasileiro além de combater o vírus, precisou combater as arbitrariedades de um desgoverno federal.

Inacreditável um país ter em sua presidência num contexto pandêmico um crápula que tripudiou sobre o novo Coronavírus, esnobou repetidamente a ciência e os cientistas, tentou emplacar medicamentos considerados inseguros para determinados protocolos e pisou na saúde pública, chegando a propor, a colocação dos postos de atenção básica no balcão de negócios das privatizações.

Além de extrapolar seu repertório com declarações polêmicas que amenizavam o potencial do vírus –chamou a covid-19 de “gripezinha”– e ignorou o número de mortos, fazendo chacota dos repórteres que o perguntaram insistentemente qual sua reação diante da montanha de cadáveres que se avolumava ao longo do ano. “não sou coveiro, tá?” é esse o tipo de presidente que uma maioria do povo brasileiro elegeu.

Asco, nojo, revolta, indignação são alguns dos efeitos imediatos ao pensar sobre o que Bolsonaro representa e o eco que suas palavras tem em meio à população. Seu discurso de ódio, repulsa e negacionista infelizmente encontra, ainda, espelho entre a população. Mas acreditamos que não se perpetuará.

Outro setor fortemente atacado foi o meio ambiente ,2020 é marcado por recordes de destruição ambiental e pelo desmonte estatal, o fogo consumiu Amazônia e Pantanal como nunca antes se registrou, servidores foram perseguidos simplesmente por desempenharem seu trabalho, militares sem conhecimento técnico foram alçados a chefias estratégicas e o mundo passou a olhar para o brasil como um inimigo do meio ambiente.

Um brasil onde se consegue bater recorde sobre recorde quanto aos índices péssimos de concentração de renda tendo como resultado do neoliberalismo a miséria já enorme ainda aumenta de maneira exponencial. Só um extremista de direita como bolsonaro é capaz de dizer mentiras cínicas de que “ninguém passa fome no brasil”. Há razões para a desumana concentração de renda: setores muito poderosos não param de enriquecer com este genocídio.

A educação brasileira vive um dos momentos mais sombrios desde a ditadura militar. A partir do golpe contra a presidenta Dilma, temos vivenciado ataques contínuos à educação que se manifestam através de cortes no orçamento, do teto de gastos, dos ataques às ciências sociais e humanas, da tentativa de implementação do future-se e, cada vez com mais intensidade, dos golpes à democracia e à autonomia universitária através da nomeação de interventores nas instituições federais de ensino. Já são 15 universidades e institutos federais sob intervenção, com capangas bolsonaristas na gestão dessas instituições. Bolsonaro ataca a democracia – o que é de sua natureza – com vistas a implementar a mercantilização de nossa educação.junto a isso, ofende os professores, marginaliza o movimento estudantil, ataca a assistência estudantil, ameaça colocar em risco as ações afirmativas e se aproveita da pandemia para implementar o ensino remoto de forma excludente.

Enfim, 2020 é a prova de que precisamos manter acesa em nós que acreditamos que um outro país é possível, que uma outra sociedade é possível, a chama da liberdade, da coragem e da fé acreditando como nos ensinou Chico Buarque que “apesar de você amanhã a de ser outro dia”. Sigamos lutando, resistindo e construindo no presente o que nos garantirá um futuro sem dificuldades de responder: que ano foi esse?

Portanto, fora Bolsonaro! Sintese: Somos Muitos. Somos Fortes.