O poder é mesmo de endoidecer gente sã. Em seu nome cometem-se todos os tipos de atrocidades, até mesmo a pior delas: colocar em risco as vidas humanas. É claro que guerras, que não deixam de ser, também, um tipo de política, já fizeram isso, mas o que estamos testemunhando nesse momento de pandemia, onde o inimigo é um vírus, que mata independente da cor, credo, nacionalidade, classe social ou ideologia, e onde a única “arma” que temos para nos defender é uma vacina, fazer uso político dessa “arma” poderia ser enquadrado como um crime de lesa-pátria.

Vejam o que está acontecendo com o SUS, Sistema Único de Saúde, que possui um programa de vacinação invejável, hoje, vê-se atado a um modelo populista de administração que não permite que esse sistema de saúde faça o que realmente deveria ser feito, que é zelar pela vida dos brasileiros. Com isso, provavelmente, se se mantiver esta política nefasta, desta vez, poderemos não ter vacina para todo mundo. A ANVISA, órgão regulador responsável pela aprovação das vacinas destinadas aos brasileiros, dona de uma reputação ilibada, hoje está desconfigurada e perdeu a credibilidade depois de ser instrumentalizada por Bolsonaro.

Infelizmente, temos no comandante da nação um mau exemplo de liderança neste momento de crise sanitária. Um presidente negacionista. Um garoto propaganda da morte, pois não usa máscara, assessório obrigatório para coibir a disseminação da Covid-19; interrompe negociação com laboratório produtor da vacina por este se localizar em um Estado onde o Governador não faz parte de seu agrupamento político ou por ter como parceiro a China, um país socialista, que mesmo sendo um dos grandes parceiros comerciais do Brasil é odiado pelo Presidente; diz aos quatro ventos que não vai tomar a vacina para não virar jacaré; provoca aglomeração com suas aparições, as vezes muito bem orquestradas, em público para chamar atenção de seus, ainda, milhões de seguidores, para, assim, manter sua base eleitoral, tão cega e inconsequente como ele, e, talvez, se manter vivo na corrida eleitoral e, quem sabe, conseguir a reeleição.

Sim, é disso que se trata. Não há um só movimento feito por Bolsonaro que não seja visando a sua reeleição. A base que ele possui hoje, se não garante a ele a vitória no primeiro turno, com certeza, poderá levá-lo ao segundo turno da disputa em 2022. Isso, de certa maneira, já é um grande trunfo eleitoral e o presidente vai fazer de tudo para manter seus apoiadores, mesmo que para isso tenha que deixar morrer milhares de brasileiros. Tudo em nome do poder.

Por isso, companheiros e companheiras, da próxima vez que vocês forem às urnas votar para presidente da república, pensem muito bem. Que Bolsonaro nos sirva de lição, pois quem não presta atenção no passado está condenado a repeti-lo.

Sintese: Somos muitos. Somos fortes.