O Governo de São Paulo divulgou, em uma coletiva de imprensa, no dia 10 de dezembro do ano passado os nomes dos 12 estados e 912 municípios brasileiros que já solicitaram a CoronaVac, vacina que é desenvolvida em parceria internacional entre o Instituto Butantan e a biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech. São eles: Acre, Pará, Maranhão, Roraima, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Sul e, é claro, São Paulo. 

Talvez você não tenha se atentado para um fato de extrema importância: o nome de Sergipe não consta nessa lista. Isso nos leva a pensar, que realmente, o ilustre Governador do nosso Estado continua seguindo à risca os mandamentos de seu mestre, o Presidente Bolsonaro. Só falta agora, Belivaldo sair em caravana percorrendo todas as unidades de saúde de Sergipe para obrigar os médicos a ministrarem cloroquina para os infectados com a Covid-19, como o Governo de Bolsonaro está fazendo no Amazonas.

Já está mais que na hora do Governador de Sergipe tomar uma atitude e começar a correr atrás da vacina para o nosso estado, ou será que ele também, assim como o Presidente do Brasil, não está dando bola para isso. De nada adianta Belivaldo dizer que já está em processo de licitação para comprar mais de 2 milhões de seringas e agulhas para garantir a imunização, se não tiver a vacina. Ou será que ele está contando com a logística operacional de Pazzuello, que diz que a vacina vai chegar no dia D e na hora H?

Segundo as palavras do Governador Belivaldo Chagas: “Sergipe está fazendo o dever de casa e nós vamos vencer esse vírus”, mas para isso precisamos ter a vacina aqui em nosso Estado, Governador. Precisamos de um plano B. Lembre-se do que disse o Presidente que o senhor tanto admira: “não vai ter vacina para todo mundo”, e aí, neste caso, as seringas e agulhas de nada adiantarão. Quer um conselho, Belivaldo? Faça uma vídeo conferência com o Governo de São Paulo e coloque Sergipe na lista dos Estados interessados em comprar a vacina do Instituto Butantan. Aí sim, nós poderemos, realmente, vencer esse vírus.

Sintese: Somos muitos. Somos fortes.