SINTESE solicita que antes transformar o Barão de Mauá em ensino médio em tempo integral, realize diagnóstico

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O SINTESE enviou ofício ao secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, Josué Passos solicitando a realização de um diagnóstico antes de de transformar o Colégio Estadual Barão de Mauá em escola de Ensino Médio em Tempo Integral. O sindicato também solicitou auxílio do Ministério Público para a questão.

Para o sindicato, retirar o ensino médio em tempo parcial do colégio, que está localizado no conjunto Orlando Dantas, irá deixar bairros como o São Conrado e o Santa Maria sem qualquer unidade de ensino que ofereça a modalidade e, consequentemente, deixar centenas de jovens que só podem estudar o ensino médio em tempo parcial sem escolas para estudar.

O Barão de Mauá sempre foi uma escola muito procurada e considerando o cenário de ser a única escola na região a oferecer o ensino médio em tempo parcial, a busca aumentou. Transformá-la em ensino médio em tempo integral é deixar jovens e adolescentes sem opção de continuar os estudos e isso é negar o direito à Educação dessa parcela da população.

No documento enviado ao Ministério Pública o sindicato questiona qual diagnóstico foi utilizado para a tomada decisão.

É fundamental ressaltar que o SINTESE nunca se colocou contra o Ensino Médio em Tempo Integral, inclusive essa é uma de suas pautas histórias, mas o sindicato tem feito desde 2017, quando a Seduc começou a implantar de forma desmedida a modalidade, o debate sobre quais diagnósticos foram (e se realmente foram) feitos da realidade dos alunos que corroboram para a adoção em larga escala, inclusive em municípios que só contavam com uma unidade de ensino médio, da modalidade em tempo integral.

“A nossa preocupação principal é que o Direito a Educação de adolescentes e jovens não seja negado, por isso estamos solicitando que a Seduc reveja a situação do Barão de Mauá”, aponta o vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva dos Santos.