O grande escritor Feodor Dostoievski (Fiodór Dostoiévisqui) dizia que apenas a beleza salvará o mundo. Todavia, existe uma pergunta que, talvez, neste momento, careça de ser feita: quem salvará a beleza que salvará o mundo? Estamos vivendo um tempo feio, sombrio, onde o egoísmo está abrindo um abismo sob os nossos pés. Por não renunciar a seus princípios eleitoreiros o egoísmo e o orgulho de Bolsonaro estão matando brasileiros e brasileiras, já são quase três mil por dia.

Não podemos mais dizer, em uma simples despedida, até amanhã. O máximo que se pode dizer é tchau. Porque ninguém sabe onde, realmente, estará amanhã. Estamos sem futuro. Nosso presente está sendo asfixiado por sua inércia administrativa e discursos perversos que confundem o povo. Mentiras uteis para um presidente inútil. Bolsonaro transformou o Brasil em um Pegasus sem asas, caminhando quando deveria voar.

Basta! Já não temos mais agulhas e nem linhas para suturar tanta dor. Nossas almas estão esticadas neste curtume. Precisamos urgentemente colocar Bolsonaro para fora da presidência. E, com a sua ajuda, vamos conseguir. Participe, se puder, das manifestações que estão ocorrendo no Brasil inteiro.

Hoje, sábado, por exemplo, enquanto você ouve este programa, está acontecendo em Aracaju a 4ª carreata fora Bolsonaro e em defesa da vida, por mais vacina para todos já, emprego e renda, auxílio emergencial.

E, antes que os bolsonaristas questionem a legitimidade desse ato em plena pandemia, alertamos que não estamos nos aglomerando, estamos nos solidarizando, coisa que o presidente da república nunca fez, com as centenas de milhares de pessoas que já perderam suas vidas por causa da Covid-19.

Estamos todos a espera de um milagre, enquanto Bolsonaro brinca de roleta russa com a arma apontada para nossas cabeça. Um milagre que é a vacina que não chega. Não chega porque o responsáveis por adquiri-las resolveu bancar o negociante esperto e não fechou contrato com os laboratórios com antecedência, como fez a maioria dos países. O homem que deveria dar um exemplo de humanidade, há muito se desumanizou. Encastelado em Brasília a besta fera move, agora, a peça do seu tabuleiro de xadrez da morte. Troca seus peões a todo instante, mas não consegue dar cheque mate no vírus. Estamos sobrevivendo em um país onde faltam leitos de UTI em quase todo o território, menos de 10 por cento da população já tomou a primeira dose da vacina e o novo ministro da saúde, Marcelo Queiroga, com sua desfaçatez, vem pedir ao povo brasileiro que tenha paciência.

Queremos avisar ao senhor Ministro da Saúde que a nossa paciência já se esgotou, faz tempo. E é por isso que na próxima quarta-feira, 24 de março, será dia de lockdown da classe trabalhadora e de todos os brasileiros insatisfeitos com os rumos do governo de Jair Bolsonaro na área econômica, social e na falta de ações efetivas de combate à pandemia do novo coronavírus. É o Dia Nacional de Luta, em Defesa da Vida, da Vacina, do Emprego, do Auxílio Emergencial de R$ 600, organizado pela CUT, demais centrais e das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

Companheiros e companheiras, se Feodor Dostoievski (Fiodór Dostoiévisqui) estiver certo, e se somente a beleza salvar o mundo, acreditem, essa beleza está dentro de vocês. Pois, só há beleza enquanto há vida para vê-la. Vamos lutar juntos contra este leviatã leviano. Vamos lutar juntos pela vida. Pela tua vida, pela minha vida, pela vida de todos os brasileiros e brasileiras. Fora Bolsonaro, já!