Em dia de luta em defesa da vida SINTESE faz ato no Palácio de Despachos

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Só há segurança no retorno presencial às aulas se houver testagem em massa dos estudantes, condições sanitárias nas escolas e vacinação para os trabalhadores e trabalhadoras da Educação (professores, vigilantes, merendeiras, executores de serviços básicos).

Essas foram as principais reivindicações da vigília promovida pelo SINTESE nesta quarta, dia 24, O dia de luta em defesa da vida, da vacina, do emprego e do auxílio emergencial de R$ 600 e por “Fora Bolsonaro”, em frente ao Palácio de Despachos.

O sindicato cobrou que o governador Belivaldo Chagas exerça a autonomia de ente federativo e compre vacinas.

“É possível sim que o Estado de Sergipe compre vacinas, basta enviar projeto à Assembleia Legislativa. Com mais vacinas, mais pessoas podem ser imunizadas, nossa reivindicação não vai tirar vacina de ninguém”, aponta o vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

O ano de 2020 foi um ano em que a maioria dos estudantes perderam o ano, porque o governo do Estado não garantiu as condições para que todos tivessem acesso às aulas remotas (com internet e com equipamentos) e também para os professores e professoras poderem ministrar as aulas.

O que aconteceu foi que o magistério da rede estadual, já empobrecido por conta de cinco anos sem reajuste do piso aplicado na carreira, teve que arcar com os custos com equipamentos, aumento de franquia de internet, aumento no gasto de energia.

O sindicato compreende que a situação é muito grave, mas não podemos aceitar que o governador de Sergipe vá para a televisão e diga que não pode fazer nada, pois deve seguir as determinações do Ministério da Saúde, o governo do Estado pode e deve fazer algo.

“Nós queremos voltar para sala de aula, mas não podemos voltar sem condições sanitárias, sem vacina e sem testagem dos estudantes. O governo Belivaldo precisa ir além de governar por decreto. Se realmente o governo do Sergipe defende a vida é preciso entrar em guerra contra Bolsonaro, pois o comando do governo federal quer a morte da classe trabalhadora”, afirma Ivonete Cruz, presidenta do SINTESE.

Mais dignidade para o povo

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto também estiveram no ato no Palácio de Despachos para cobrar do governador ações efetivas de proteção à classe trabalhadora, complementação do auxílio emergencial do governo federal, anistia das contas de água e luz.  “O poder público só chega em nossas comunidades através da violência policial. Viemos cobrar para o governo tome medidas protetivas. Queremos ficar em casa, mas não podemos ficar em casa sem comida. Que o governo estadual assuma a responsabilidade de garantir dignidade e mais do que nunca o isolamento social”, disse Ramon Andrade, coordenador do MTST em Sergipe.