O início das aulas presenciais não é uma questão de data, mas de vacinação e segurança

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Em entrevista coletiva na tarde de ontem 31, o governador Belivaldo Chagas adiou para 05 de maio o reinício das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas.

Para o SINTESE a volta das aulas presenciais não é uma questão de data, mas sim de tomada de decisão. É preciso que o governador realize vacinação nos trabalhadores da Educação (professores e funcionários de escola), faça testagem em massa dos estudantes e garanta as condições sanitárias das escolas.

“O governador demonstra um total descompromisso e desrespeito à Educação pública por somente trocar datas. Não é adiar a data de início das aulas presenciais que vai resolver o problema que temos. Se não houver vacinação dos trabalhadores e trabalhadoras, testagem dos estudantes e condições sanitárias, mesmo que haja redução no número de ocupação de leitos a situação geral não mudará em um espaço de pouco mais 30 dias”, disse a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

Para o sindicato o governo reavaliou sua posição de seguir a politica genocida de Bolsonaro e está usando da sua autonomia ao atender às reivindicações dos trabalhadores da Segurança, o que consideramos justo, e antecipou a vacinação.

No entanto, a direção do sindicato não compreende a razão pela qual o governo ignorou as solicitações dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação. A antecipação da vacinação dos trabalhadores da segurança reforça a posição das professoras e professores que o retorno das aulas presenciais requer uma a vacinação dos trabalhadores em Educação.

O sindicato tem alertado que o retorno das aulas presenciais com segurança só é possível com vacinação dos trabalhadores e trabalhadoras em Educação, testagem em massa dos estudantes e condições sanitárias das escolas.


“É preciso que o governo do Estado respeite o direito dos estudantes a terem aulas presenciais com segurança e sem testagem dos estudantes, sem vacinação dos trabalhadores da Educação e sem condições sanitárias das escolas esse retorno é inviável, pois coloca em risco não só a vida dos estudantes, mas de uma grande parcela da população sergipana”, afirma a dirigente sindical.

O alerta do sindicato é por conta de existirem matriculados, pelo menos na rede estadual (dados do site da Seduc), mais de 152 mil estudantes e aproximadamente 14 mil trabalhadores e trabalhadoras (professores e funcionários de escolas).