Existe, em publicidade, um fenômeno chamado “lei da escassez” que age da seguinte forma: um determinado produto, muito consumido pela população, em nome de uma melhoria em sua qualidade, tem sua fórmula alterada e o produto é reposicionado no mercado de uma maneira diferente àquela a qual o consumidor estava habituado, para fazer com que ele se torne, ainda, mais rentável.

Para você entender melhor, vamos contar um caso que aconteceu com o refrigerante mais famoso e consumido no mundo: a Coca-Cola. A empresa encomendou uma pesquisa, que em publicidade são conhecidas como “pesquisa cega”, onde um pesquisador oferecia ao consumidor, ao mesmo tempo, mas sem que ele soubesse qual deles está provando, dois produtos: a Coca-Cola tradicional e a New Coke, que vinha com uma nova fórmula, mais doce. Nessa pesquisa, a New Coke, o produto que iria ser lançado no mercado foi o escolhido pela maioria das pessoas que participaram da pesquisa.

Feito isso, a empresa decidiu, então, retirar do mercado toda a produção da Coca-Cola tradicional, deixando em seu lugar o novo refrigerante aprovado pela pesquisa. É aí, então, que entra a lei da “escassez”. Quando os consumidores do mundo todo perceberam que o refrigerante que eles tanto amavam e já estavam acostumado a beber não existia mais, e que o novo refrigerante, New Coke, não tinha o mesmo sabor do anterior, eles começaram a espernear e a exigir que a Coca-Cola tradicional fosse colocada novamente à venda. Ou seja, só descobriram o que perderam depois de perder.  

No caso em questão, a empresa, Coca-Cola, percebeu o engano e depois de amargar um prejuízo gigantesco, que quase a levou a falência, com a queda das vendas e com o enfraquecimento da marca, retirou o novo refrigerante, New Coke, do mercado e voltou com a Coca-Cola tradicional.

Muito bem, por que narramos o caso acima? É simples. O governo Bolsonaro quer emplacar uma reforma administrativa. Esta reforma será totalmente danosa ao Brasil e aos brasileiros, sabe por quê? Porque vai retirar do mercado muitos serviços públicos que servem a população e colocar em risco o emprego de milhares de brasileiros. E aí, aqueles serviços que eram oferecidos pelo Estado e que você não pagava por eles, visto que já constavam no valor do seu imposto de renda anual, começarão a ser cobrados de você, e não vai ser pouco. Será que nós, também, só vamos dar valor ao que perdemos depois de perder?

Imagine se Bolsonaro consegue realizar o seu desejo mirabolante de privatizar o Brasil, como seria a sua vida? Vamos citar alguns serviços para clarear a sua mente: o SUS, Sistema Único de Saúde, que cuida da saúde dos brasileiros, com seus profissionais dedicados e que vem fornecendo todas as vacinas que são aplicadas, até agora, contra a Covid-19; que é o único “plano de saúde” que a população menos privilegiada pode ter; se ele deixar de existir, quem vai cuidar dos mais pobres, que não têm dinheiro para pagar atendimento particular? Você acha que a vacinas e as consultas e tratamentos médicos oferecidos por ele continuarão sendo gratuitos? 

As correspondências que são entregues a todos os brasileiros e brasileiras de norte a sul, de leste a oeste, até mesmo nos rincões mais longínquos desse país, será que vão continuar sendo entregues, com a mesma presteza e confiabilidades se os Correios forem privatizados? Pense nisso!

Agora, vamos voltar a falar na lei da escassez que comentamos anteriormente. Se a reforma administrativa for aprovada; se retirarem do mercado o serviço público e colocarem a iniciativa privada em seu lugar, pode ter certeza de que você vai sentir a imensa falta que ele irá fazer em sua vida e, neste caso, não haverá meio de desfazer o engano. O prejuízo, causado por esse erro estratégico, será todo nosso. Os danos, companheiros e companheiras, serão irreversíveis. O Brasil vai entrar em estágio de decomposição. Não deixem vender o Brasil. Vamos todos juntos lutar contra a reforma administrativa que pretende acabar com o serviço público brasileiro.  Lembrem-se: o Brasil não é de Bolsonaro. O brasil é nosso!