Não vamos aceitar pressão ou assédio moral contra professores e professoras que fazem greve pela vida

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Professores e professoras da rede estadual e das redes municipais denunciam ao SINTESE que estão sofrendo pressão e assédio moral, por parte da direção de suas escolas, para que retornem às aulas presencias. A situação foi avaliada em Plenária, que aconteceu na manhã desta sexta-feira, dia 14, de forma virtual, pela plataforma Zoom.

“O SINTESE não vai permitir que professores e professoras que estão na resistência, em uma greve pela vida, sejam ameaçados e assediados moralmente”, afirma o vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva.

Entre as inverdades ditas aos professores e professoras, para que estes sintam-se pressionados, abandonem a greve e voltem as salas de aula sem qualquer segurança, está a ameaça de corte salarial.   Com relação a isso, o vice-presidente do SINTESE explicou que possibilidade de corte de salários está fora de questão, além da greve dos professores não ter sido declarada ilegal, professores e professoras seguem trabalhando, afinal as aulas remotas continuam a ser ministradas.

Em sua fala durante a plenária a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz, deu destaque a pressão sofrida pelos professores e professoras para que retornem às aulas presenciais. A presidenta orientou que ninguém assine nenhum documento que seja elaborado pela direção de sua escola com relação à greve.

“A decisão de aderir à greve não é por escola, essa foi uma decisão tomada pela categoria do magistério em assembleia unificada das redes estadual e municipais. Com isso, não há a necessidade de professores e professoras assinarem qualquer documento elaborada pela direção de suas escolas, que trate sobre a greve. O Governo do Estado e as prefeituras já foram informados pelo SINTESE que o magistério público estadual e municipal está em greve. As escolas não precisam enviar qualquer documento neste sentido assinado por professores”, alerta a presidenta.

A professora Ivonete Cruz aproveitou também para fazer o informe sobre a ação judicial que o SINTESE impetrou, solicitando explicações do Governo do Estado sobre a decisão de retomar as aulas presenciais no pior momento da pandemia. O SINTESE quer saber como e com base em quais dados científicos o Governo de Sergipe avaliou e decidiu que este era o momento de se reabrir as escolas, entre outras questões. A justiça deu 72 horas para o Governo do Estado responder aos questionamentos feitos pelo Sindicado.

Outro ponto levantado durante a plenário foi a falaciosa propaganda do Governo do Estado que circula na mídia e em redes sociais sobre as aulas remotas. Em sua propagando o Governo mostra uma realidade destorcida, faz aparentar que tudo está correndo bem e que as aulas remotas estão acontecendo sem qualquer dificuldade.

No entanto, a realidade enfrentada por professores e estudantes está muito distante da “colorida” propaganda do Governo. Após 1 ano de atividades não presenciais o Governo de Sergipe pouco fez para garantir o acesso de professores e estudantes às aulas remotas. Muitos estudantes sequer têm equipamentos, como celular ou tablet, para acessa o aplicativo ‘Estude em Casa’, outros não têm internet para baixar o tal aplicativo. Já professores e professoras seguem usando seus equipamentos pessoais, seus dados de internet e vendo a cada mês a fatura de energia aumentar. Auxílio? Até agora está apenas nas palavras bonitas ditas na TV.

Para finalizar a plenária a presidenta do SINTESE fez questão de dizer aos professores e professoras para não temerem diante de ameaças, pois eles não estão sós.  

“Você não está só. Não se cale diante das ameaças, da repressão ou de qualquer ação que faça como que você retorne à sala de aula por medo. Caso isso aconteça, entre em contato imediatamente com o SINTESE que tomaremos as providências devidas. O SINTESE está com você. Resistência, coragem e não vamos ceder a nenhuma pressão. Sigamos em defesa da vida”, convoca a professora Ivonete Cruz.

Clique aqui e acesse o ofício enviado pelo SINTESE que informa sobre a Greve do Magistério Público ao Governo do Estado e as prefeituras dos 74 municipais representados por esta entidade