Decisão judicial sobre retorno das aulas presenciais demonstra que Governo não apresentou estudo científico que justifique a retomada

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O SINTESE acionou a justiça, conforme deliberado em assembleia unificada de professores e professoras da rede estadual e das redes municipais, para impedir que o Governo do Estado de Sergipe desse início às aulas presenciais, sem qualquer segurança para estudantes, trabalhadores e trabalhadoras da educação, em um dos piores momentos da pandemia de Covid-19. A ação foi impetrada pelo Sindicado no dia 10 de maio.

A justiça, por sua vez, indeferiu temporariamente a ação do SINTESE de suspensão imediata das aulas presenciais. No entanto, ordenou que o Governo do Estado, em um prazo de 15 dias, apresente estudo técnico-científico que justifique o retorno às aulas nas escolas. Após a apresentação desse estudo é que o magistrado responsável irá decidir pelo retorno das aulas ou não.

Vale aqui ressaltar que até o presente momento o Governo do Estado não apresentou qualquer estudo técnico-científico que embase a sua decisão de retomada das aulas presencias. É também fundamental dizer que atualmente 40 sergipanos aguardam por vagas em Leitos de UTI para o tratamento da Covid-19.

Pelo decreto do Governo do Estado estão autorizadas a retomar às aulas presencias a turmas de 1° ano e 2° ano, do ensino fundamental, da rede estadual de Ensino e da rede particular. Já em relação as redes municipais de ensino, o Governo Belivaldo Chagas deixou livre para que os prefeitos e prefeitas decidam a forma que lhes convém a retomada das aulas, também sem qualquer embasamento científico.

O vice-presidente do SINTESE professor, Roberto Silva, fez questão de afirmar que a greve dos professores e professoras da rede pública de Sergipe continua “Vamos seguir em greve. A decisão da justiça serve para provar que até o momento o Governo do Estado de Sergipe não apresentou nenhum estudo científico que mostre que é segura o retorna às aulas presencias em nosso estado. A decisão do Governo de retomar às aulas presencias não tem qualquer base técnico-científica, por isso repudiamos veementemente essa postura do Governo Belivaldo”, enfatiza.