Para o SINTESE o anúncio da vacinação dos professores é resultado da greve

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O governador anunciou em seu twitter, na noite da última terça-feira, dia 18, que “vai acelerar a vacinação dos trabalhadores da Educação” e que na sexta, dia 21 anunciará o plano de vacinação.

O SINTESE avalia que esse anúncio é resultado da greve contra as aulas presenciais iniciada no dia 10 de maio.

O sindicato informa também que a greve em defesa da vida continua, pois os professores e professoras das escolas estaduais que atuam com turmas de 1º e 2º ano do ensino fundamental e das turmas do ensino fundamental das escolas municipais das 74 cidades filiadas ao SINTESE (em Aracaju os docentes são filiados ao Sindipema) decidiram em assembleia que só retornam às aulas presenciais quando três condições forem garantidas: vacinação e imunização dos docentes, testagem em massa e periódica dos estudantes e condições sanitária das escolas.

Outra reivindicação é que além destas três reivindicações é preciso ter regras definidas para, caso ocorra contaminação da Covid-19, a suspensão das aulas.
“Esperamos que junto com esse anúncio (do plano de vacinação), o governador suspenda o retorno das aulas presenciais, pois é preciso cumprir o tempo, pós vacina, para que as pessoas estejam efetivamente imunizados, pois fazer a primeira etapa da vacinação e não suspender as aulas não colabora para o processo de imunização”, afirma Roberto Silva dos Santos, vice-presidente do SINTESE.

Essa foi, inclusive, uma das reivindicações apresentadas na última audiência entre o sindicato e a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, que esse período (maio, junho, julho) fosse utilizado para a vacinação e consequente imunização dos trabalhadores em Educação e no segundo semestre as aulas presenciais sejam retomadas.