Por não concordar com um decreto absurdo do Governador Belivaldo Chagas que obrigava os professores do primeiro e segundo anos a voltarem para as salas de aula em plena pandemia sem as devidas providencias de proteção sanitárias adequadas e, nem mesmo, a vacinação dos profissionais da educação, a categoria do magistério decidiu, em assembleia, entrar em greve.

O plano dantesco de Belivaldo naufragou. Em face a greve, o ilustre governador decidiu, tardiamente, sim, porque prover soluções em tempo hábil não é mesmo uma qualidade que se possa atribuir a Belivaldo, anunciar em seu twitter na noite dá última terça-feira, dia 18 de maio, que iria acelerar a vacinação dos trabalhadores da educação.

No plano do ideal isso seria perfeito. Porém, como diz a música do Fausto Nilo, um desejo só não basta, e o Governo Belivaldo sabe disso. Junto com a vacinação tem que vir um combo de atitudes que ele finge desconhecer. Sim, finge, pois realmente ele tem plena consciência deste fato. Vamos a eles: 1º) Belivaldo sabe que a vacina contra a covid-19, ainda, não contempla os menores de 18 anos, faixa etária da maioria dos estudantes que deveria voltar às salas de aula. Nesse sentido, o que deveria, então, fazer o Governador? Providenciar a testagem em massa para que se tivesse certeza de que os estudantes não frequentariam as escolas infectados. Isso é obvio, mas, acreditem, o Governador ignorou. 2º) O Governador não oferece nenhuma orientação sanitária de como se proceder caso haja infecção em algum estabelecimento escolar. Por exemplo: as aulas deverão ser paralisadas? Em que momento? 3º) Belivaldo, mais uma vez, finge ignorar que as estruturas físicas das escolas não dão conta de oferecer meios mínimos de higienização. Basta uma pequena visita aos estabelecimentos escolares para se perceber isso. Em resumo, Belivaldo quer que as aulas presenciais voltem o mais rápido possível e de qualquer jeito, mas, se depender da categoria, isso não vai acontecer. Se o Governador não se importa com a vida dos professores e professoras, o Sintese se importa.

Para terminar, vamos voltar ao anúncio do Governador de acelerar a vacinação dos trabalhadores da educação. O Sintese avalia que esse anúncio é resultado da greve contra as aulas presenciais iniciada no dia 10 de maio. E, sim, a greve em defesa da vida vai continuar, pois os professores e professoras das escolas estaduais que atuam com turmas de 1º e 2º ano do ensino fundamental e das turmas do ensino fundamental das escolas municipais das 74 cidades filiadas ao Sintese, vale lembrar que em Aracaju os docentes são filiados ao Sindipema, decidiram em assembleia que só retornam às aulas presenciais quando quatro condições forem garantidas: 1ª) vacinação e imunização dos docentes; 2ª) testagem em massa e periódica dos estudantes; 3ª) condições sanitárias adequadas das escolas; 4ª) apresentação por parte do Governador e da Seduc de regras definidas para, caso ocorra contaminação pela covid-19, sobre a suspensão das aulas.

Sabe o que essa falta de sensibilidade de Belivaldo nos parece? Que ele não está sendo orientado por um comitê científico, mas sim pelos filhos de Bolsonaro. Abra os olhos, Governador. O seu fim poderá ser igual ao do Presidente.

Sintese: somos muitos, somos fortes.