Professoras e professores mantêm greve pela vida

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Professoras e professores das escolas estaduais e das escolas municipais das 74 redes de ensino filiadas ao SINTESE vão continuar a greve pela vida e dizem não ao retorno às aulas presenciais. A decisão foi tomada em assembleia unificada da categoria realizada na quarta, dia 09.

A ratificação da decisão da assembleia do dia 04 de maio é porque as condições para um retorno seguro às aulas presenciais ainda não foram garantidas pelo governo do Estado e nem pelos municípios.

A primeira condição diz respeito a imunização dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, a vacinação da primeira dose só foi iniciada no fim do mês de maio. E é informação geral e pública de que a imunização só é completada após o recebimento da segunda dose e aguardando prazo para o organismo produzir os anticorpos. “Para os trabalhadores e trabalhadoras da Educação em termos de vacinação só há segurança após receber a segunda dose, antes disso é exposição desnecessária a contaminação”, comenta a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

Comissão para avaliar condições das escolas

É preciso também que se garanta as condições sanitárias das escolas e para que elas sejam garantidas pelo governo do Estado e pelas prefeituras, os professores e professoras aprovaram a criação de comissões com a participar de, pelo menos, um membro de cada segmento escolar para que juntos possam, além de averiguar as condições de cada unidade de ensino também discutirem o retorno seguro às aulas presenciais. O sindicato irá oficiar o governo do Estado e os prefeitos para que estas comissões sejam criadas.

Retorno não é só questão de decreto

O sindicato reafirma que o retorno das aulas presenciais não é somente uma questão de determinar uma data por decreto, mas sim de diálogo com as representações dos trabalhadores da Educação e da comunidade escolar.

“É preciso que haja um amplo diálogo amplo com relação ao retorno das aulas presenciais e ele deve ser feito com quem está no chão da escola, com professores, funcionários das escolas, estudantes, pais, mães e responsáveis, pois cada comunidade escolar tem a sua especificidade. A nossa luta é para que tenhamos um retorno seguro”, afirma Ivonete.

Protocolo

A criação de um protocolo para o caso de contaminação no ambiente escolar também é pauta do sindicato. Como ainda não há vacina validada para menores de 18 anos é fundamental que haja um protocolo de ação e de prevenção para os casos de Covid-19 que surgirem nas escolas. A luta do sindicato é para que haja vacina para todos, mas enquanto ela não chega para os estudantes as escolas estaduais e municipais precisam estar preparadas.

Auxílio para professores das escolas municipais

O sindicato irá enviar ofícios a todos os prefeitos e prefeitas para que seja garantido, nos moldes do que aconteceu na rede estadual, auxílio para que os professores e professoras possam ter equipamentos para preparação e ministração das aulas remotas.

Sobre os professores contratados e os que estão de licença (e retornem a sala de aula) o SINTESE enviou ofício solicitando que no decreto que regulamentará o auxílio estes docentes sejam contemplados

Plenárias sobre a reforma do ensino médio

Ainda no mês de junho e no mês de julho o SINTESE realiza a terceira rodada de plenárias sobre a Reforma do Ensino Médio. As duas primeiras foram realizadas nos meses de março e abril. Em breve serão divulgados os links para que os professores e professoras possam participar.