Sergipanas e sergipanos, como todos vocês já sabem, o Brasil ultrapassou 500 mil mortos pela covid-19. Sim, companheiros e companheiras, o coronavírus já ceifou mais de meio milhão de vidas. Meio milhão de famílias foram impactadas por essa pandemia de maneira trágica. Ignorar isso é ignorar que o sol nasce no Leste.

Por isso, em nosso editorial de hoje nós vamos mostrar como o Presidente da República do Brasil se comportou na condução deste que é, sem sombra de dúvidas, o momento mais sombrio pelo qual nossa nação já passou. Uma crise sanitária de proporção mundial que mostra o quanto é importante ter as pessoas certas, no lugar certo, no momento certo. Países que tiveram essa sorte já estão controlando essa crise. O que, como todos podem notar, não foi o caso do Brasil. Muito pelo contrário. Nunca na história desse país a população esteve tão desemparada pelo seu Presidente. Por isso, pedimos a sua atenção para os fatos que vamos narrar.

Quando o Brasil registrava 25 casos da covid-19 e, até então, nenhuma morte, Bolsonaro disse: “Está superdimensionado o poder destruidor desse vírus. Talvez esteja sendo potencializado até por questões econômicas”.

Quando anunciada a primeira morte no Brasil, ou seja, no dia seguinte a declaração que acabamos de apresentar, ele volta à cena e diz: “Olha, a economia estava indo bem… Esse vírus trouxe uma certa histeria. Tem alguns governadores, no meu entender, eu posso até estar errado, mas estão tomando medidas que vão prejudicar muito a nossa economia”.

E o oráculo da morte não parou por aí. Quando o nosso país contava com menos de 100 mortos, Bolsonaro veia a público e disse: “Para 90% da população, isso vai ser uma gripezinha ou nada”.

As mortes continuavam a acontecer. A pandemia se espalhava cada vez mais rápido, quando o Comandante em Chefe do Brasil vaticinou: “Parece que está começando a ir embora essa questão do vírus”. O Brasil, nesse momento, já tinha 1.200 mortos.


Brasileiros continuavam a morrer. Quando o total de vidas perdidas chegou a 5 mil, o Presidente, para consolar a nação proferiu a seguinte frase: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

Como vocês podem perceber, empatia é uma palavra que Bolsonaro desconhece e, ainda tem a cara de pau de vir a público e falar que é um homem religioso, que para ele é Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Nem uma coisa nem outra. Na realidade o que importa é manter o poder acima de tudo e usar Deus como cabo eleitoral.

Continuemos. Agora estamos com 163 mil mortos. O Presidente, então, fala a nação: “Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas”. Sim, você entendeu bem, temos um presidente homofóbico, misógino, sexista.

E a saga continua. No momento em que o Brasil atingia a terrível marca de 185 mil e poderia começar a sonhar com a redução da mortalidade por covid-19, pois as vacinas já estavam sendo distribuídas, o porta voz do caos agiu novamente. Por orgulho político e birra contra o Governo de São Paulo, Bolsonaro, ao invés de vir a público e incentivar que todos tomassem a vacina e, assim, acalmar a população quanto aos pequenos efeitos colaterais que possivelmente a vacina da Pfizer pudesse oferecer, o que disse sua Excelência? Disse o seguinte: “Eu não vou tomar a vacina. Se você virar um jacaré, é problema seu. Se você virar Super-Homem, se nascer barba em alguma mulher aí, ou algum homem começar a falar fino, eles, (a Pfizer) não têm nada a ver com isso”.

Contudo, como para todos os negacionistas, desgraça pouca é bobagem, além de ser contra a ciência o Presidente se mostra contra o uso de máscara. Pois, enquanto os brasileiros continuavam morrendo aos milhares, para ser mais preciso, 250 mil mortes, Bolsonaro solta mais uma de suas mentiras e dá a seguinte declaração: “Começam a aparecer estudos aqui (…) sobre o uso de máscara, que, num primeiro momento aqui, uma universidade alemã fala que elas são prejudiciais a crianças e levam em conta vários itens aqui como irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa em ir para a escola ou creche, desânimo, comprometimento da capacidade de aprendizado, vertigem, fadiga”. Disse isso mesmo sabendo que o uso de máscara é um dos mais eficientes métodos para se coibir a disseminação do vírus. Tanto é, que quando viajava ao exterior ele era obrigado a usar. E usava.

Gostaríamos de parar por aqui, pois, sinceramente, nos sentimos enojados com tanta demonstração de falta de amor ao próximo, mas, infelizmente, ainda temos mais algumas coisas para pontuar.

O Brasil atingia a fatídica marca de 340 mil mortos e, Bolsonaro, em mais um delírio de sua síndrome da perseguição acusa a pandemia de ser uma conspiração política e solta o seguinte comentário: “Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passando ainda por uma pandemia, que em parte é usada politicamente não para derrotar o vírus, mas para tentar derrubar o presidente”.

Não se contentando em ver tantos brasileiros e brasileiras morrerem de covid-19. Nem mesmo após a ciência comprovar que a Hidroxicloroquina era ineficaz no combate ao coronavírus Bolsonaro desiste e dá mais uma declaração infeliz. Quando o país, estarrecido, enterrava 484 mil vidas, ele disse: “Fui acometido do vírus e tomei a hidroxicloroquina. Talvez eu tenha sido o único chefe de Estado que procurou remédio para esse mal. (…) Não vou esmorecer, sou cabeça dura, sou perseverante”.

Foi a única vez que vimos Bolsonaro cumprir com sua palavra. Realmente ele é perseverante. Continua matando brasileiras e brasileiros. A prova disso é que o Brasil já superou a marca de 507 mil mortos pela covid-19.

Para finalizar, informamos que, segundo depoimentos de cientistas à CPI da Covid em 24 de junho, se todas as vacinas fossem compradas em tempo hábil, quer dizer, quando as primeiras propostas dos laboratórios chegaram; se todos os métodos de distanciamento social e uso de máscara fossem aplicados e incentivados pelo Governo Federal, 400 mil vidas poderiam ter sido salvas.

Temos um Presidente genocida no comando da nação. A pergunta que queremos fazer é: até quando você está disposto a colocar a sua vida, e das pessoas que você ama, em risco por causa dele? Fora Bolsonaro, já!

Sintese: somos muitos, somos fortes.