Estamos vivendo em tempos estranhos. Temos que estar atentos a tudo aquilo que pensamos e dizemos para não incorrermos no erro de praticarmos o mundo da mesma maneira que as pessoas que tanto criticamos o fazem.

Vamos começar ponderando sobre o momento delicado pelo qual passa o Presidente Jair Bolsonaro. Está acamado. Sua saúde debilitada. O homem que se gabava de ter o privilégio de ser possuidor de um físico de atleta não conseguiu se livrar de alguns infortúnios, como a covid, por exemplo. Agora, está em um hospital com obstrução intestinal, que ele diz ser efeito do atentado do qual dizem que foi acometido.

Mandam as boas maneiras, e a elas nos apegamos neste momento, desejar o pronto restabelecimento a qualquer ser humano adoentado. Somos todos bastiões da ideia de que a vida é o bem maior do ser humano. Por isso, a saúde vem em primeiro lugar. É o que estamos fazendo. Esperamos que Jair Bolsonaro se recupere o mais rápido possível, para que possa, com muita saúde, pagar pelos seus crimes. Dizem, também, que não é ético politizar a desgraça. Mas, vamos fazer uma ponderação: e quando essa politização vem do próprio desgraçado? Aqui, por favor, entendam bem, estamos nos referindo à pessoa que foi acometida por uma desgraça. Isso é ético?

Percorreu nas redes sociais, nos noticiários de televisão e nos jornais impressos uma foto de Jair Bolsonaro estirado sobre uma cama, sem camisa e com alguns fios grudados em seu corpo. Seu rosto era de fazer São Sebastião morrer de inveja. A foto vinha acompanhada de um texto culpabilizando alguns partidos políticos pela hospitalização do Presidente.

O que é isso se não a politização da desgraça? Se tal atitude é concebível, porque, então, não é possível acreditar que no momento em que a CPI da covid está desmoralizando o Governo, em que paira sobre a cabeça do Presidente Jair Bolsonaro acusações de crime de responsabilidade e prevaricação; quando sua popularidade alcançou o nível mais baixo; fazer uso político de sua saúde debilitada é uma estratégia que está sendo colocada em prática pelo gabinete do ódio para tentar, através de fake news, atingir os adversários, reagrupar sua tropa, sensibilizar seus seguidores e acalmar os ânimos políticos?

Pensar dessa maneira não seria um despropósito. Lembrem-se que Bolsonaro colocou a sua caderneta de saúde sob um sigilo de cem anos para que ninguém pudesse descobrir, por enquanto, se ele tomou ou não a vacina contra o coronavírus. Isso, por si, já não é um indício de que instrumentalizar a própria saúde é comum no modus operandi de Bolsonaro.

Padre Antônio Vieira em seu “Sermão da Primeira Dominga da Quaresma” afirma que o diabo é tão estrategista que foi ler a bíblia para tentar Jesus Cristo. Isso quer dizer, companheiros e companheiras, que, quando se tem um objetivo em mente, tudo é possível.

Para finalizar, reiteramos o nosso desejo de muita saúde e pronta recuperação ao Presidente, para que ele possa assistir de pé a nossa vitória. Sintese: somos muitos, somos fortes.